A pele que habita o líder Palmeiras



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FOTO: Agencia Eleven/Lancepress!

O Palmeiras figurou como líder ao fim de 23 das 32 rodadas disputadas até aqui. O time foi o “campeão” do primeiro turno e lidera o returno. Já são 15 partidas sem perder. Foi o único a derrotar o melhor mandante da competição, o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Venceu as duas partidas contra o Corinthians, seu arquirrival, sendo que os 2 a 0 em Itaquera deram cabo de invencibilidade de pouco mais de um ano do Alvinegro em Itaquera. É a equipe mais bem-sucedida quando joga fora – no jargão futebolístico é o chamado “visitante indigesto. Perdeu apenas cinco vezes, em quatro por apenas um gol de diferença – o Botafogo foi o único a superar o Alviverde por placar maior, 3 a 1.

A introdução desta coluna, desconfiado leitor, tenta exibir em dados o porquê de o Palmeiras ser um líder inconteste. Os seis pontos de vantagem em relação ao segundo colocado Flamengo são expressivos, mas é recortando aspectos da campanha que temos uma dimensão melhor da substância. É muito provável que o clube encerre fila de 22 anos no Brasileirão se obtiver metade dos pontos restantes em disputa – nove de 18. Somente uma queda brusca de aproveitamento tirará a taça do Palestra.

Mas o que existe além das estatísticas? Há fartura de anedotas sobre a obsessão com dados. Em uma, a mulher reclama do marido por consumir duas latas de cerveja diariamente. Ela, sabichona, o adverte: o dinheiro que gastou em 20 anos consumindo bebida equivale ao preço de uma Ferrari. Ele, então, responde: Por que você, que não bebe, não tem uma Ferrari na garagem?

Não cometerei o erro de me prender apenas às estatísticas. Olhemos o Palmeiras além da numeralha. Uma marca da gestão Paulo Nobre tem sido contratar em fartura. Contratar até mesmo Alexandre Mattos, um especialista em… contratar. Assim como os Oliveiras, Oswaldo e Marcelo, Cuca teve o privilégio do volume. Mas tem tirado muito mais proveito do leque de opções que seus antecessores. A escalação do Verdão a cada jogo é um mistério. Não porque o técnico curta jogo de cena – ou não só por isso.  O repertório para variar o time de acordo com situações e adversários é uma baita virtude. Alguns jogadores tornaram-se titulares incontestes, como a dupla de zaga Mina e Vitor Hugo, os parceiros de meio Tchê Tchê e Moisés, e os atacantes Dudu e Gabriel Jesus. A partir desse esqueleto, Cuca move peças com mestria. Ao extrair o máximo do elenco, justifica a necessidade de tê-lo com resultados. Competência de um treinador reconhecidamente conhecedor do jogo.

E na individualidade? O Palmeiras tem dois zagueiros fortes pelo alto, que fazem gols de cabeça. Gabriel Jesus e Dudu têm capacidade de definição. Jean é um trunfo pela versatilidade e experiência, qualidades que também estão presentes em Zé Roberto. O goleiro Jailson derrubou a barreira de substituir o ídolo Prass. Moisés, contratação sem impacto, virou um assistente assíduo, com os pés e as mão. Todos eles já foram fundamentais em algum momento.

Como diria Cazuza, ainda estão rolando os dados. O futebol move-se como nuvem, muda a toda hora, e o Palmeiras pode não ser o campeão no próximo dia 4 de dezembro. Mas os números e fatos o fazem no momento o melhor de time da competição.



  • Leonardo

    É isso aí. Os números e o desempenho do Palmeiras são incontestáveis. Será muito merecido se terminar o ano como campeão.

  • MODESTO PANGAREEEEEEEEE

    COLOQUEI NA NET 100 MUNDIAL CAI AQUI
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Tio Fran

    Não seja modesto, você demonstra ser um enorme Pangaré…..kkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  • vitor cirilo

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    CHORINTIANS NOSSA ETERNA PUTINHA FAZ-ME-RIR!!!!!
    KIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIKIIKIKIKIKIIKIKIKIKI

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