Viva a autoestima da Seleção Brasileira!



tite

FOTO: Pedro Martins / MoWA Press

Em um mês, a Seleção Brasileira recuperou sua autoestima. O ouro olímpico associado a duas vitórias seguidas nas Eliminatórias, subindo do sexto para o segundo lugar na classificação, afagaram o estropiado ego nacional. O efeito advém dos resultados, é claro, mas também da perspectiva que eles trazem. Finalmente, a equipe tem no seu comando um nome com a legitimidade que o mérito concede. Melhor técnico do futebol local de 2010 para cá, Tite passou pelo processo seletivo informal, por assim dizer. Aquele que é realizado no dia a dia, com diplomação de crítica e público.

Logo depois do 7 a 1 para a Alemanha, a Seleção precisava de um técnico atualizado – o que não significa ignorar os valores que deram fama e fortuna a ela. Alguém capacitado a mostrar que o futebol brasileiro não havia se tornado um doloroso retrato na parede. Ao chamar Dunga de volta, a CBF parecia surda à “voz das ruas”, para usar expressão corrente na política nacional (para o bem e para o mal, no caso). Recorreu a um expediente que tornou-se um mantra na entidade: escolher treinadores com algum tipo de identificação histórica com a Seleção, com um discurso mais pátrio que esportivo. Só mudou de postura ao ver pela segunda vez consecutiva o critério redundar em vexames – duas eliminações na Copa América e situação delicada nas Eliminatórias.

A recuperação da autoestima passa, é claro, pela clássica gangorra emocional do brasileiro. Parece ser uma profissão de fé local aplicar ao seu julgamento uma frase atribuída a Napoleão: “Do sublime ao ridículo é apenas um passo”. A Seleção jogou muito bem contra Equador e Colômbia. Foram testes importantes. Os equatorianos eram a surpresa até então da competição e contavam com a sempre temida altitude. E os colombianos estão hoje em outro patamar e têm sido adversários encardidos para o Brasil. Mas não é coisa de gente “cricri” alertar que é cedo para fechar diagnósticos. O futebol é traiçoeiro, haverá adversários muito mais potentes pela frente e os ecos do 7 a 1 não cessaram. É possível enaltecer mantendo os pés no chão.



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