Dica literária: ‘Crônicas boleiras’



cronicas boleiras

 

Como este blog tem como um de seus propósitos misturar futebol com literatura, cinema e outras expressões artísticas e/ou de criação, abro novamente o espaço para citar um lançamentos nas letras. Trata-se de “Crônicas boleiras”, do professor e escritor Francisco Bicudo. O livro, da editora Chiado, foi lançado oficialmente no último dia 21 de maio, no bar São Cristóvão, na Vila Madalena, em São Paulo, e simultaneamente em Portugal. São 37 crônicas, esparramados por 186 páginas, que retratam essencialmente o amor pelo futebol. O autor, torcedor ardoroso do Santos, é formado em jornalismo pela ECA/USP e mestre em Ciências da Comunicação pela mesma universidade. No prefácio, André Hernan, repórter do SporTV, descreve a reunião dos textos da seguinte maneira:

“Se eu pudesse comparar este livro a um jogador, o faria escolhendo ídolos do próprio Santos, para alegria do autor-fanático. As páginas que nos deliciam têm a versatilidade e a elegância de Clodoaldo, o Corró; a criatividade e a irreverência de Robinho, o rei das pedaladas; e também a sabedoria e a experiência de Zito, o eterno capitão”.

Na apresentação do livro, Bicudo fala de sua devoção pela crônica, da trajetória do gênero literário e da sua simbiose com o futebol, produto essencial do cotidiano brasileiro.

“O futebol, portanto, é foi e será sempre fonte inesgotável e permanente de inspirações para os cronistas. Como, afinal, permanecer indiferente a um frio na barriga ou a um mau presságio na véspera de decisão, à noite de insônia depois da derrota, à discussão sem fim entre torcedores rivais na mesa de um bar, ao moleque boquiaberto e em êxtase com um gol de placa, aos dribles de Friedenreich, Leônidas, Zizinho, Pelé, Garrincha, Zito, Nilton Santos, Amarildo, Tostão, Rivellino, Jairzinho, Zico, Falcão, Sócrates, Raí, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Neymar, para ficar apenas com alguns dos gigantes do escrete nacional (como chamaria Nelson)? Herdeiros de Mario e de Nelson, Armando Nogueira e João Saldanha não permitiram que a tradição da crônica boleira desaparecesse. Mais recentemente, craques como Tostão, Ugo Giorgetti, Luiz Zanin, Antônio Prata e Luís Fernando Veríssimo (esse mais veterano e capitão da atual equipe) ocuparam trincheiras nos jornais. São certamente cronistas de destaque da nossa seleção contemporânea.”

Fica então a dica para aqueles que buscam unir as paixões por futebol e literatura.



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