Atlético de Madrid não sabia que era impossível



Barcelona, Real de Madrid e Bayern de Munique montaram uma espécie de cartel no futebol europeu. Desde a edição 2009/10 que ao menos dois dos três times tomam parte das semifinais da Liga dos Campeões, torneio interclubes mais importante do mundo. Quem consegue de alguma maneira arrostar um deles tem ganhado compreensível notoriedade por fazê-lo sem ter astros do mesmo porte – com excelentes jogadores, nada de sumidades – e pautando-se por organização (fruto de treino) e competitividade (extrato da alma).
Em 2012, o Chelsea comandado por Mourinho teve na solidez defensiva a arma para barrar Barcelona e Bayern e conquistar pela primeira vez o torneio. O Borussia Dortmund do irreverente Jürgen Klopp perdeu a decisão alemã de 2013 em um jogo equilibrado depois de ter eliminado o Real na semifinal com futebol dinâmico e ousado. Mas o caso que mais impressiona, pela tenacidade, é o do Atlético de Madrid. Nesta semana, o Colchonero eliminou pela segunda vez em quatro anos o Barça. Nas duas ocasiões, no banco estava sentado o mercurial argentino Diego Simeone.
Quem viu o time menos afamado da capital espanhola vencer por 2 a 0, na quarta passada, pôde testemunhar de novo uma inabalável capacidade de concentração.  O Barcelona do festejado trio MSN, já apontado como um dos times mais fortes da história, é balizado pelo adversário como se tivesse em inferioridade numérica. A impressão que se tem é essa. A equipe alvirrubra parece se desdobrar com bom posicionamento e marcação ardente. No dia 30 de janeiro, quando as equipes se enfrentaram pelo Campeonato Espanhol, os catalães exorbitavam na arte do bom futebol, estavam no auge. Messi e cia. venceram, como no jogo de ida das quartas da Liga dos Campeões, mas suando mais que o habitual. O jogo de troca de passes e infiltração precisou ser exercido com insistência anormal para que o apertado triunfo ocorresse. Na partida desta semana, em casa, e com Barcelona carpindo por uma curta série de maus resultados, o Atlético deu raras brechas e soube ser letal. E assim repetiu o esforço de descartelização.


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