Vieram, viram, venceram e partiram



jadsonFOTO: Daniel Augusto Jr.

A perspectiva inicial de Jadson no ano passado era esquentar o banco. Tite planejou o Corinthians com Lodeiro de titular do meio de campo. Em seguida, o uruguaio bateu em retirada para o Boca Juniors e o mar se abriu. Jadson caminhou para o protagonismo, como o dono da bola parada e das assistências no título brasileiro. Seu parceiro de posição, de condução e de expressão acabou sendo Renato Augusto. Ele venceu o histórico de lesões para ter o melhor ano de sua carreira, conforme o próprio disse algumas vezes. Foi o líder do time, aliando dedicação e virtudes técnicas, e convocado para a Seleção Brasileira. Os dois formaram o híbrido Renadson, popularizado em redes sociais, tamanha a simbiose e equivalência na importância. Na eleição de melhor do Brasileirão, estiveram tête à tête, foram tão iguais que é de se supor que a vitória foi de Renato Augusto apenas pelo extensão do nome riscado nas costas da camisa. A dupla vai agora acumular milhões na longínqua China.

Em fevereiro, Vagner Love foi apresentado pela segunda vez no Corinthians. Ao contrário da primeira, em 2005, que tornou-se folclórica pela não concretização do negócio, desta vez foi para valer. Suplente do indiscutivel Guerrero, também viu o mar abrir-se com a batida em retirada do peruano para o Flamengo. Não aproveitou a chance de cara, foi questionado e viu Luciano tomar-lhe à frente. Uma séria lesão deste deu nova oportunidade para o Artilheiro do Amor. Enfim, aproveitada. O segundo turno efetivo o fez cair nas graças da Fiel. Durou pouco. Está de malas prontas para o Monaco, do pomposo principado mediterrâneo.

Em dezembro, na ressaca das comemorações pelo hexacampeonato nacional, o clube renovou o contrato de Ralf. O ano de altos e baixos, com períodos na reserva, gerou questionamentos. O acordo demorou, foi folhetinesco, mas no fim a Fiel teria a boa notícia da permanência do seu ídolo, multicampeão, com mais de 350 jogos com a camisa do clube. A felicidade durou pouco. Desilusão! O Beijing Guoan (CHI) apareceu com a dinherama e o levou para seguir sendo parceiro de Renato Augusto.

Tudo isso aconteceu no espaço de uma temporada. Quatro jogadores relevantes, em dimensões diferentes, para o título brasileiro. Todos que, cada qual à sua maneira, sacudiram a poeira, deram a volta por cima e agora dão bye bye Timão. Tudo assim, em um átimo. As histórias individuais poderão ser contadas vinculadas à trajetória de um título importante. Histórias descontinuadas por questões financeiras nessa ciranda maluca do futebol.



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