‘Prass sempre’ na história alviverde



fernando prassFOTO: Fernando Prass

Fernando Prass teve na última quarta-feira uma noite de Marcos. O Marcão, São Marcos, ídolo-mor de milhares de palmeirenses, que terá seu busto erguido no Palestra no dia 12 deste mês. Para uns tantos, mais velhos, a referência é outro goleiro, Oberdan Cattani, jogador marcante dos anos 40 e 50, e que já tem sua estátua no clube. Então ficamos assim: Prass foi mezzo Marcão, mezzo Oberdan. As imagens do goleiro que se aposentou em 2012 ainda estão frescas na memória e efervescentes nos corações dos torcedores. Sua defesa em pênalti do corintiano Marcelinho, na Libertadores de 2000, eternizou-se. E a de Prass no chute do zagueiro santista Gustavo Henrique repete-se agora à exaustão.

Houve mais momentos relevantes do camisa 1 na campanha do tricampeonato da Copa do Brasil. Na semifinal contra o Fluminense, Prass foi herói duplamente. Na defesa em finalização de Fred, nos estertores do jogo, e em cobrança de pênalti de um outro Gustavo, também garoto como o do Santos. No caso, Scarpa, uma das revelações do Brasileirão. Coincidências felizes do futebol, um esporte que adora coincidências.

O Palmeiras de 2015 partiu quase do zero, com o caminhão de 25 contratações no início, e teve em Prass sua liderança principal. Experiência, atitude e boa técnica o tornaram o símbolo da conquista. Importantíssima pelo troféu, e de quebra por recolocar o clube na Libertadores. Os entreveros com Ricardo Oliveira, surpreendentes pelo perfil dos dois calejados jogadores, foram tema constante nos dias que antecederam as finais. Prass saiu por cima e foi dele a cobrança que selou o título. Mostrou personalidade e frieza ao apresentar-se como o quinto batedor. Deu a cara para a história bater e recebeu de presente a glória.

O futebol é, via de regra, a narrativa dos vitoriosos. O título veio no fio da navalha, nas penalidades. É quando goleiros ganham mais holofotes e têm a oportunidade da consagração. Prass abraçou a causa. Aos 37 anos, escrevendo os últimos capítulos de sua carreira, precisava de um título expressivo pelo clube. Não nasceu no Palmeiras, como Cattani e Marcos, mas construiu forte identidade em pouco tempo com o Verdão. Chegou para preencher a lacuna deixada pelo campeão da Libertadores de 99 e está cumprindo esse papel com louvor. Foram as defesas, o gol de pênalti e a postura que o transformaram no ícone da 11ª conquista nacional da história do clube, o líder no quesito. Talvez não obtenha um busto como Cattani ou Marcos. Mas terá o que contar e do que se orgulhar. No fim das contas, é isso que conta na vida!



  • Fabio

    O titulo de um campeonato de mata-mata é feito de personagens. Prass simbolizou a competência aliada a coragem de um ídolo. Monstro!!!

  • Diego Souza Hipólito

    é eu q sou retardado e num sei contar ou é a imprensa? 8 brasileiros + 3 copas do brasil + 1 copa dos campeões = 12 títulos nacionais!

  • Carlos Martins

    Não podemos desmerecer a brilhante história palestrina, mas nos últimos 15 anos, ou seja, no século 21, ganharam duas Copas do Brasil e um Paulista, em tempo, duas Segundonas, portanto, muito pouco para um clube desta grandeza.
    Dias atrás, disse que o Palmeiras, atualmente, vive de dinheiro emprestado do Paulo Nobre, e que as dívidas só trocaram de credor, que todos estão cansados de saber que está em final do segundo mandato, e R$200 Milhões não é dinheiro de pinga e é lógico pue vai querer receber de volta.
    Aliás, se não tivesse colocado R$200 milhões no clube, PN entraria na história como o pior presidente dos últimos anos, pois, grande parte deste dinheiro foi gasto na contratação de mais de 150 jogadores, sendo que grande parte deles não tem talento nem para defender o Ibis.
    Portanto, fiquem de olhos abertos e não deixem que a conquista da Copa do Brasil os ceguem, porque com os brilhantes dirigentes palestrinos, fazendo asneiras a todo momento, é só um pulinho para virar um Juventus ou ainda uma Portuguesa.

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