Prévia emocional das finais da Copa do Brasil



oliveira x prassFOTO: Ivan Storti

Os técnicos Dorival Júnior e Marcelo Oliveira procuraram desassociar o clássico entre Santos e Palmeiras do último domingo, pelo Brasileirão, das duas finais da Copa do Brasil, dias 25 de novembro e 2 de dezembro próximos. Prudente e realista essa clivagem. São 24 dias de espera para que a decisão se inicie e até lá vários fatores podem mexer com as peças do confronto – desde o desempenho das equipes na competição por pontos corridos até eventuais lesões. Mas esses são olhares tático-técnicos. No aspecto emocional, o que se viu foi uma prévia evidente. Os jogadores mostraram em campo que o sangue já está fervendo e não conseguiram desvincular o trasanteontem do porvir. A vitória santista na Vila Belmiro, mais do que manter o Peixe no G4 e empurrar o Verdão para o miolo, deixou um legado de tensões, de nervos aflorados, para os jogos que definirão o último campeão do ano no futebol local.

Natural que após uma overdose de encontros no mesmo ano, sendo dois deles na final do Paulistão, criem-se rusgas e anseios com dosagem acima. É inerente ao espírito competitivo humano e suas complexidades. As finais da Copa do Brasil marcarão o sexto e sétimo duelos entre palmeirenses e santistas em 2015. Desde o primeiro, os personagens são basicamente os mesmos. O agitado Dudu foi expulso na finalíssima do estadual, teve um chilique no gramado, deu um empurrão no árbitro Guilherme Ceretta e viveu semanas de apreensão pelo risco de severa punição do STJD. Livrou-se, com pena branda, e permanece inquieto. No domingo, ouviu cânticos hostis da torcida santista e, após a partida, pediu, enfático, que nas decisões seja designado um “árbitro que saiba apitar o jogo”. O clima está ou não ebuliente?

Os experientes Ricardo Oliveira e Fernando Prass, bons de bola e de microfone, se estranharam no encontro pelo primeiro turno do Brasileirão, no Palestra Itália. Quem viu a partida do último fim de semana, não teve dúvidas de que a animosidade não só não morreu como vicejou. Na expressão debochada do atacante ao fazer um gol de cabeça, ou na resposta irônica do goleiro ao ser questionado se um chute do rival que bateu em suas costas havia sido intencional (“O que vocês acham?“), a dessintonia apenas se afirmou.

No banco, as equipes têm treinadores de temperamento afável, o que pode ajudar a controlar essa torrente de heranças. O jogo passado foi franco, com várias chances de gol, mas entremeadas com jogadas ríspidas, muita reclamação e certa catimba. São elementos que prenunciam finais nervosas e disputadas, com troféu e desejo de forra em jogo. Domingo, dia 1º de novembro, foi um aperitivo emocional da decisão.



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