Corinthians é superior em números e virtudes no Brasileirão



galo x corinthians
FOTO: Daniel Oliveira/Foto Arena)

O Corinthians conquistou o título brasileiro no último domingo. Com 11 pontos à frente do Galo e 15 restantes por disputar, a matemática ainda abre brechas. A questão, meus amigos, é o que dizem os números e escancaram os fatos. Não dá mais para o valente time atleticano. Além da distância numérica, a gordura farta, há outra distância: a do conjunto de virtudes, sejam elas técnicas, táticas ou emocionais. O jogo do Independência berrou o que já vinha se percebendo sem dificuldades alguma nas semanas anteriores. O Corinthians entrou em marcha de eficiência acelerada, sem sujeição a contratempos. Nada teme, não falha mais. A equipe comandada por Tite se assenhorou do campeonato. e c’est fini. Que os outros briguem pelo que puderem ou quiserem brigar. O troféu já tem dono.

Na escalada corintiana para cavar um abismo entre sua pontuação e a do Galo houve dois jogos de “apreensão”. Primeiro contra o Internacional, na derrota por 2 a 1. Depois, no empate por 2 a 2 com a Ponte Preta. Enquanto o time perdia sua única partida no segundo turno, no Beira-Rio, os mineiros levavam um vareio do Santos: 4 a 0. Já na segunda escorregada, em Campinas, o Atlético-MG havia goleado o Coritiba na véspera, fora de casa, pela 29ª rodada. Essa foi a derradeira ocasião em que a diferença foi encurtada. Não houve mais nem suspiros. Nas últimas nove rodadas, foram apenas esses cinco os pontos que escaparam do controle do virtual campeão. No mesmo período, o Galo queimou dez, o dobro.

À frieza dos números mistura-se o calor do que se viu em campo para formatar uma avaliação inequívoca. O aproveitamento superior do Corinthians não é apenas uma questão de ordem numérica. O desempenho chega perto da perfeição. Os dois jogos fora de casa contra os dois atléticos demonstram isso. Diante de climas hostis, em terrenos difíceis de bater o oponente, o Corinthians goleou. Foram duas exibições que impediram senões e questionamentos. Não se viu muletas disponíveis em que se apoiar. Nada de arbitragem, nada de casualidade, tudo fruto do jogo bem ensaiado e executado com concentração e pertinácia.

Um cenário oposto ao que se desenhou logo depois da vitória sobre o Galo no primeiro turno, na 14ª rodada. Naquele 18 de julho, os mineiros jogaram mais e foram derrotados injustamente. A sensação que se sentiu de imediato após aquela noite de sábado – noite em que o Corinthians empatava em pontos com o adversário – era de que o jogo do Atlético-MG  seduzia e convencia mais, apresentando-se como principal postulante ao título. Mas não foi assim que as coisas se sucederam. Os paulistas evoluíram e o Galo não acompanhou. O time que parecia repetir o pragmatismo apresentado em 2013, no último ano da passagem anterior de Tite. vencendo partidas por placares mais mirrados ou suando para abrir o placar, passou a ser goleador. Basta dizer que o Corinthians soma 34 gols em 14 jogos no segundo turno, sete a mais que os 27 marcados em 19 disputas no primeiro. Não há como contestar! O título é corintiano.



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