Clássico da saudade e da atualidade



santos x palmeriasFOTO: Ari Ferreira

Os mais antigos que gostam de futebol e torcem por Santos ou Palmeiras costumam referir-se aos anos 60 com saudade nos olhos e na lábia. A denominada época de ouro do jogo de bola brasileiro etiquetou lindamente o duelo de “Clássico da Saudade”. A Era Pelé coincide com a da primeira Academia de futebol s mais antigos que gostam de futebol e torcem por Santos ou Palmeiras costumam referir-se aos anos 60 com saudade nos olhos e na lábia. A denominada época de ouro do jogo de bola brasileiro etiquetou lindamente o duelo de “Clássico da Saudade”.

A Era Pelé coincide com a da primeira Academia de futebol do Palestra. Os dois esquadrões preencheram de fluido romântico a história dos tradicionais clubes, marcaram feito tatuagem a carne de suas trajetórias. Entre as edições de 1960 a 69 do Paulistão, apenas duas vezes a máquina alvinegra “emperrou“ – leia-se: não foi campeã. Em ambas, a pedra no caminho foi alviverde. Um período em que as disputas estaduais tinham valor supremo. A Taça Brasil, competição nacional de então, teve o Verdão com a taça em 60 e o Peixe penta nos cinco anos seguintes. Em 67, o Palmeiras voltaria a faturar o título. Ironia do destino que só agora, mais de quatro décadas depois, já em outro século, os clubes se encontrem pela primeira vez na final de uma competição nacional. Houve um punhado de partidas relevantes, semifinais estaduais e até mesmo a de uma da Copa do Brasil, para preencher almanaques e abastecer papo de botequim. Os jogos dos próximos dias 25 de novembro e 2 de dezembro cumprem um papel histórico, fornem essa lacuna.

A saudade de quem viveu a era dourada não será mitigada por confrontos de um futebol com nova faceta, dito moderno, revisado em características, com exposição midiática de outra monta. Aliás, há os que desprezam o contemporâneo por prisioneiros que são de suas memórias, porém existem os que conseguem interessar-se pelo tempo atual e separá-lo do caminho deixado para trás, ainda que os tenham saboreado em momento lírico de suas vidas. Mas como os clubes carregam sua história e glórias, construindo assim seu chassi, naturalmente os eventos do presente despertam as lembranças mais longínquas. Ainda bem que é assim, pois comprova o estofo que cada lado construiu. Os clubes, com altos e baixos, seguem costurando seu roteiro.

Após academias e Pelé, Palmeiras e Santos penaram. Suportaram longos jejuns de títulos e sofreram alguns arranhões. O clube paulistano se revigorou nos anos 90, após parceria com a Parmalat. O regresso santista ao topo se deu mais tarde, com a solução que tem sido uma recorrente panaceia em sua longa existência: a aposta na base.A final fará jus à importante história desse clássico que completa justamente este ano seu centenário. Sem que a saudade fique de lado, tratemos de saudar o revigoramento da dupla. do Palestra.



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