Título tem que ser um fim, não um meio



flupalFOTO: Wagner Meier

A obsessão por uma vaga na Libertadores fez empanar o mais importante para um clube: títulos. Nesta quarta, Fluminense, Palmeiras, Santos e São Paulo disputam um lugar na decisão da Copa do Brasil, o segundo mais relevante torneio nacional. No fim de novembro, um dos quatro poderá erguer troféu de ponta e ter como bonificação a possibilidade de disputar a competição continental em 2016. A lógica que tem predominado em muito discurso, e é endossada até por torcedores, é a inversa: abiscoitar um espaço na disputa da Conmebol e, de quebra, ser campeão.

O futebol se internacionalizou, acompanhando o filhote mais viçoso do avanço das tecnologias, a globalização. Para um clube, é importante ir além de suas fronteiras, ganhar visibilidade fora de sua aldeia. Se era assim nos tempos de Pelé, quando o Santos foi o exemplo mais emblemático, imagine agora. Não é à toa que a torcida da Chapecoense está prenhe de orgulho com a chance de enfrentar o poderoso River Plate na Copa Sul-Americana. O nome da equipe catarinense está sendo citado em veículos argentinos, paraguaios, chilenos e de outras plagas de “sudamérica”. Ponte Preta e Goiás experimentaram sabor parecido ao chegar à decisão do mesmo torneio. Massageia o ego do apaixonado e dá oportunidade, talvez única, a jogadores e técnicos. Para quem não pode almejar o topo é natural que assim seja. Já para os ditos grandes, título é o bem supremo, mantém o gigantismo incólume.

Qualquer um dos quatro que levar a Copa do Brasil terá salvado o ano. O vencedor irá engordar sua galeria de conquistas e poderá se gabar diante dos rivais. A participação das equipes que jogaram a Libertadores no primeiro semestre, o que ocorre pelo terceiro ano seguido e foi um tardio golpe de sensatez da CBF, tinge ainda mais de dourado o título. Anulou aquele velho senão do “levou sem ter que brigar com os teoricamente mais fortes”. O Santos teve que passar pelo Corinthians, virtual campeão brasileiro. O Verdão eliminou o Inter, semifinalista da Libertadores. O Flu superou o Grêmio, terceiro do Brasileirão. Ver o título como fim, e não meio, é um imperativo saudável.



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