A rara tripleta de Barrios e suas consequências



barriosFOTO: Cleber Mendes

Cristiano Ronaldo e Messi, desconfiamos todos, são de outro planeta. Rodada sim, rodada talvez, de Liga Espanhola e dos Campeões, aparece uma nova estatística espantosa envolvendo o português ou o argentino e, no mais das vezes, os dois. Um dos itens comparativos ilustra bem o quanto essa dupla talentosa parece ter brotado de alguma outra porção da Via Láctea: os tais hat-tricks, termo em inglês para quem faz três gols em um jogo. Na dificuldade de encontrar um equivalente bom em português (tríplice alguma coisa?), prefiro o espanhol triplete, ao menos permanecemos na latinidade e seguimos a língua do personagem que citarei mais adiante. Balançar três ou mais vezes a rede em um jogo de futebol não é tarefa das mais fáceis e os rivais de Barça e Real vivem fazendo – já são mais de três dezenas!

No mundo dos mortais do jogo há aqueles que têm um dia de Messi ou Cristiano Ronaldo. Se não no brilhantismo, ao menos na quantidade de vezes em que empurra a esfera para o barbante. Foi o que fez o também argentino, só que naturalizado paraguaio, Lucas Barrios. O atacante entrou apenas aos 15 minutos do segundo tempo, quando sua equipe perdia por 1 a 0, e conseguiu marcar o triplete, levando o Palmeiras à goleada por 4 a 1 sobre o Fluminense. Até então, tinha apenas um solitário gol com a camisa alviverde. Em pouco mais de meia hora, triplicou seu índice.

A noite iluminada de Barrios se sucedeu em palco mítico, o Maracaná, e o ombreou a apenas dois outros jogadores neste Brasileirão: o cruzeirense Willian e o atleticano Pratto, que também é um Lucas de origem platina. Os dois construíram seus tripletes no Mineirão. O primeiro fez até mais, uma quadra, contra o Figueirense, ao passo que o jogador do Galo fez três diante do São Paulo. A pouca quantidade dá a dimensão da dificuldade de se fazer o que Barrios fez. Nem mesmo Ricardo Oliveira, artilheiro da Série A com 17 gols, obteve tal façanha – chegou a fazer dobradinha duas vezes, contra Chapecoense e São Paulo.

Para além dos dados e raridades, a noite fecunda de Barrios serve para dar confiança ao jogador em uma equipe que precisa justamente desse sentimento de autoafirmação. O atacante foi uma das 25 contratações feitas pelo Palmeiras neste ano. A oscilação é natural e presta um auxílio luxuoso o feito de camisa 8 – foi exatamente o primeiro jogo dele com seu número de predileção. Um desempenho que não o coloca nos parâmetros de Messi ou Cristiano Ronaldo, mas sim nos de Willian e Pratto, e dá autoestima não só a ele como ao torcedor para a sequência do Brasileiro.



  • Felipe

    Achei fraco o post!

  • Giba-PE

    Excelente artigo.Parabéns Valdomiro Neto!

  • Giba-PE

    Talvez vc ache bom os artigos do outro Neto, o da Band, aquele semi letrado.Pela segunda vez leio esse Neto daqui, o tal Valdomiro. Achei excelente.Aliás se o Neto da Band ler esse artigo talvez não o entenda.Saudações.

  • MODESTO PANGAREEEEEEEEEEEEEEEE

    BI DA SEGUNDONA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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