Não há camisa 9 no horizonte brasileiro?



guerrero                                                                Guerrero defende o Fla (FOTO: Paulo Sergio/LANCE!Press)

No Maracanã, o peruano Guerrero recebeu um presente de Auro, enganou o goleiro do São Paulo com um falso peteleco na bola, em seguida a desviou para o gol e encerrou jejum de cinco jogos. Fez expressão de choro, vibrou uma barbaridade, como que desentalando o típico incômodo do camisa 9 que andava divorciado das redes. Expressão condizente com quem sabe o investimento que o clube fez para tê-lo.

Um pouco mais tarde, o argentino Lucas Pratto resolveu a parada para o Atlético-MG com dois gols diante do Palmeiras. Fez um de oportunismo e outro de pênalti, marcas tradicionais de um centroavante. No mesmo jogo, Lucas Barrios, argentino naturalizado paraguaio, passou perto de festejar três vezes. Em duas delas, de cabeça, o palmeirense falhou na pontaria, mas mostrou a onipresença na área que marca esse tipo de jogador. Em um arranque, ficou outra vez no quase ao tirar bem o goleiro Victor do lance. Concluiu com pouca força, esbarrando em zagueiro atleticano, porém sem deixar no ar a ideia aos adversário de que com ele é preciso ter vigilância sempre.

O protagonismo de estrangeiros-goleadores no futebol brasileiro significa alguma coisa. Ou não? O artilheiro do Brasileirão é Ricardo Oliveira, representante distinto do homem íntimo do gol. Voltou ao Brasil imerso em desconfiança e fez um contrato de tiro curto e salário minguado com o Santos para provar seu valor. Provou! Fred é outro raro representante nacional do gênero nestes tempos.  Injustamente esculhambado após a Copa do Mundo do ano passado, é, ao lado de Oliveira, um dos últimos moicanos nesse reduto entre os brasileiros. Assim como o santista, já passou da barreira que transforma jovialidade em experiência no jogo de bola, os 30 anos.

O bom camisa 9 do futebol brasileiro atual ou é tipo-importação da vizinhança ou é alguém já no adiantado da carreira. Não há sinais de novos Coutinhos, Carecas,  Romários ou Ronaldos no horizonte. Os bons atacantes  que surgem têm outro estilo, caem pelos lados, fazem seus gols, mas não habitam a área a apavorar zagueiros, controlando cada centímetro dela. Malcom, do Corinthians, e Gabigol, do Santos, são dois bons exemplos dessa espécie. Há também Pato. Lá fora, Neymar, maior dos craques brasileiros, é da mesma turma, com acréscimo de técnica e habilidade muito superiores. No Barcelona, tem a companhia de Suárez, um grande 9.

A dúvida é: O Brasil abdicou de fabricar os camisas 9?



  • doidadavez

    se o wagner love tivesse errado os gols que o guerreiro errou contra o são paulo, hoje estariam crucificando ele…o guerreiro é um bom atacante e só…pra quem acompanha sabe que ele não jogou nada na europa.

  • Anderson Giga

    A culpa é da Base. Os profissionais da base devem formar jogadores em todas as posições. É só incentivar o moleque que tem jeito a jogar como centro-avante.

  • fidutifo

    Leandro Pereira, Luis Fabiano, Alecsandro, Vagner Love, Walter, Rafael Moura, Rafael Marques, Leandro Damiao, Andre, Alan Kardec, Henrique, etc, etc, etc,… Temos centroavantes para dar e vender. Conversa mole deste Neto. O Leandro Pereira que marcou muitos gols recentemente para o Palmeiras esta sendo sacrificado para dar lugar para este sujeito sem muito brilho do Barrios (presente de empresario para o Palmeiras).

  • Fábio Castro

    Luis Henrique vem aí.

  • Oscar Berbert Tavares Neto

    mano , leia o texto com atenção , Luis Fabiano , Wagner Love , Fred , Ricardo Oliveira , Alecssandro…estao todos em fase final de carreira e os outros que vc citou não possuem o mesmo nível técnico dos grandes centro-avantes brasileiros , ou vc acha que o Henrique um dia vai se tornar um Careca ? que o Alan Kardec vai ser um Romario da vida ? na copa do mundo tinhamos Jo e Fred , pelo amor de Deus , o pior cego é aquele que não quer enxergar….mas isso é reflexo da mudança na forma de jogar e não quer dizer que daqui a um tempo tenhamos uma safra digna dos grandes centro-avantes brasileiros…

  • Oscar Berbert Tavares Neto

    tem razão , mas ha de se notar que o futebol mudou , hoje não se joga mais como na época do Romario ou do Careca….

  • carlos castilho saraiva

    Oscar Neto, só uma perguntinha, vc joga ou já jogou bola, será que vc não está sendo injusto com DOM FREDOM, o cara é completo, faz gosl de tudo qto é jeito, até deitado e é citado como CONE, não é um Reinaldo (Galo) que qdo não tinha com quem tabelar saia driblando em velocidade e metia os gols, não sei teu time deve ser Molambo, mas se o teu time contratasse FRED seria uma festa épica,pense nisso, não acompanhe os outros que morrem de inveja do nosso artilheiro. Certo que está em fim de carreira, mas reveja seus conceitos.

  • carlos castilho saraiva

    Fidutifo, se liga mermão, quem é e o que fez, Leandro Pereira,Alecsandro,Walter(bom jogador|)Rafael Moura,Rafael Marques,André,Kardec,Henrique (pqp), perto de Dom Fredom, iam engraxar suas chuteiras. Esses não tem e não vão ter mercado lá fora.

  • carlos castilho saraiva

    Fabio, Luis Henrique é quem cantor de dupla sertaneja, cadê o parceiro dele,kkkkkk

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