Damião e Lucas Lima: o destino é um desatino!



lucas lima e damiãoFOTO: Ricardo Saibun

Em 2013, Lucas Lima era um jogador pouco conhecido, sem holofotes. Basicamente sabiam de sua existência seus parentes, amigos, os torcedores do Sport, o seu clube de então, os fanáticos por futebol da Segunda Divisão nacional e, possivelmente, seguidores do Inter de Porto Alegre, time com o qual mantinha vínculo. Além deles, talvez os habitantes de Marília, sua cidade natal, já o tivessem na conta de celebridade local. Terminou o ano na calorosa Recife feliz da vida por ser um dos protagonistas da exitosa campanha do Leão da Ilha na Série B. A popular equipe estava de volta à elite e ele era um dos responsáveis por isso.

No mesmo ano, Leandro Damião defendia justamente o Colorado, detentor dos direitos de Lucas Lima, e alienado seria o torcedor do Oiapoque ao Chuí que não o conhecesse. Tido como um dos principais camisas 9 do país, frustrou-se ao ser cortado da lista de convocados para disputar a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. Uma lesão tungava-lhe um passo importante no sonho de disputar a Copa do Mundo do Brasil de 2014. Terminou o ano tentando retomar o ritmo e a segurança, mas ainda bem cotado e com algumas láureas no currículo. Uma delas justamente a de ter sido artilheiro da Olimpíada de Londres com a camisa amarela.

No ano seguinte, Lucas Lima e Damião iriam mudar de ares, com um destino comum, o glorioso Santos Futebol Clube. Em ambas as transações, o clube contaria com auxílio de um fundo de investimentos sediado em Malta, minúscula nação do sul da Europa, banhada pelo Mediterrâneo. O Doyen Sports atuaria como uma espécie de banco e emprestaria vultosa quantia para o Santos contar com o atacante. Um valor calculado à época em torno de R$ 42 milhões com juros de 10% ao ano. Negócio que ameaça arrombar ainda mais os já combalidos cofres alvinegros. O meia chegaria por modelo diferente, sem barulho, com o grupo tendo a maior parte dos seus direitos econômicos.

Um ano e meio depois, Damião, que foi apresentando com pompa, em um bondinho, perdeu o bonde e, ao menos parte, da esperança, como a figura de poema de Drummond. Não foi ao Mundial, vive uma batalha jurídica com o Santos e joga pelo Cruzeiro sem rastros do time campeão das duas últimas edições do Brasileiro. Lucas Lima desembarcou tímido no Santos. Com o tempo, seu jogo ganhou bojo, passou a ser enaltecido como detentor de raro estilo no futebol atual do país. Desperta a cobiça de um grande clube europeu, o Porto, e na quinta foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Na bola, o destino é um desatino.



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