A pedagogia do castigo a Dudu sem um divã



duduDudu empurra árbitro na final do Paulistão (FOTO: Ari Ferreira)

Dudu teve um chilique ao ser expulso contra o Santos. Surtou! E, sem tergiversar, como diria a presidente Dilma Roussef, agrediu o árbitro. Perdeu a cabeça.Na última terça, veio a punição do tribunal ao seu descontrole: 180 dias. Uma pena bastante pesada, sem dúvidas. Como pesado foi seu encontrão pelas costas no árbitro Guilherme Cereta na final do Paulistão. As imagens não dão margem para manobras verbais, comumente protagonistas em tribunais. Dudu deu um esbarrão proposital e depois, ainda transtornado, foi contido pelos companheiros para não dar mais sopapos no homem do apito. Difícil a defesa…

Agredir um árbitro não tem o mesmo impacto que fazê-lo contra um jogador. Desnecessário explicar o porquê. Por isso, Geuvânio tomou pena branda, de um jogo, e Dudu acabou apenado com tanto rigor. A punição ao palmeirense pode ter bom efeito e evitar novos casos na elite do futebol nacional. Podemos discutir se um gancho de 90 dias já não seria igualmente pesado, teria o efeito desejado e evitaria dano tão grande à carreira de um jovem atleta que não tem antecedentes ruins. Mas então é preciso rever o código disciplinar.

Dudu esteve na crista da onda em janeiro passado. Não é Romário ou Pelé, mas foi o personagem central do pacotão de reforços do Palmeiras. O que transformou sua boa contratação em espetacular foi o “trança pé” que o Verdão deu nos grandes rivais Corinthians e São Paulo para contratá-lo. O período sem jogos naturalmente infla o impacto das notícias, é uma característica da pré-temporada. É possível que Dudu tenha transformado esse coquetel em pressão, sem estar preparado para vivê-la. O vermelho de Cereta na final, que poderia dar o título e justificar de alguma forma o barulho por sua contratação, foi um golpe duro. Tribunal não é consultório de psicologia, não tem divã, e punições devem ter caráter pedagógico, mesmo para homens feitos!



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