Ganso e Valdivia em alta para as semifinais!



ganso ale cabralFOTO: Ale Cabral

Ganso e Valdivia terminaram o fim de semana em alta. O são-paulino fez das tripas vaias (ou seria vaias tripas?) um coração de aplausos no fim do jogo contra o Red Bull. A torcida começou apupando e terminou ovacionando. Coisas de torcedor, esse ser mais passional que a própria passionalidade. O segundo gol, uma assistência de carrinho lateral, deu até munição para quem diz que ele é um rapaz dedicado, ao contrário das más línguas – entre as quais a deste volúvel escriba. A rebaixada no gol de falta de Rogério e o gol de cabeça deram a essa ave rara da nossa fauna futebolística motivos para sorrir. Dizem que o fato de ter jogado mais próximo à área, o que o torna mais categórico dada sua capacidade de assistente, enalteceu seu jogo.

De um sujeito com grande capacidade técnica, que enxerga espaços onde eles aparentemente não existem, espera-se exatamente isso. Que faça a diferença! A aparente lassidão e desinteresse podem ser enganosos. Ganso carece de espaço certo no terreno de jogo. É o cara do passe final, da criação. Mas não aquela criação de alta mobilidade, que sai lá de trás, com vigor, condutora e distribuidora de bola, como um Messi. O negócio dele é o pa-pum (!!!), dois toques, o auxílio luxuoso.

valdivia cesar greco agencia palmeirasFOTO: Cesar Greco (Agencia Palmeiras)

O caso é outro quando se trata de Valdivia. O chileno, muito prejudicado pelas lesões, retém mais a bola nos pés, tenta mais o drible, e também é capaz de passes preciosos. Assim foi o que originou o gol da vitória palmeirense sobre o Botafogo. O meia, ao menos no carente futebol brasileiro de agora, tem o condão de mudar o jogo. São naturais, justificadas, as carradas de desconfiança. A série de lesões e as declarações desastrosas contribuem muito. Quando está em campo, é evidente sua superioridade técnica sobre boa parte de quem está a seu lado. O Verdão era um time voluntarioso, com fetiche de cruzamentos, até que entrou e deu outro ritmo à partida.

Ganso e Valdivia entrarão agora em modo de desafio. Os clássicos semifinais do Paulistão e, no caso de Ganso, as partidas fundamentais da Libertadores, são ocasiões fecundas para que mostrem seu valor quando a onça bebe água. O futebol vive de provação. Até mesmo Cristiano Ronaldo e Messi, duas sumidades, têm seus momentos de pressão. No passado, os meias de São Paulo e Palmeiras deram mostras de que podem decidir na hora certa.  Ganso, em especial, quando vestia a camisa santista. E só esperamos alta performance de quem tem muito talento.



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