A culpa dos 7 a 1 também foi de…. Benzema



benzemaBenzema disputa bola com Hummels na Copa de 2014 (FOTO: Paulo Sergio/LANCE!Press)

Um chute potente do atacante Karim Benzema poderia ter evitado o doloroso 7 a 1. Ou os 7 a 1 seriam franceses contra o Brasil naquela semifinal de 8 de julho de 2014, como vingança pelos 5 a 2 da turma de Pelé na semifinal de 58? Improvável. A bomba do franco-argelino, defendida por Neuer com economia incrível de movimentos, consolidou a Alemanha entre os quatro do Mundial do Brasil no ano passado. O lance, aos 48 do segundo tempo, no Maracanã, foi o último ato das quartas de final entre alemães e franceses e, se resultasse em gol, forçaria uma prorrogação e poderia ter rabiscado outra trajetória, menos fatídica, para o futebol brasileiro. Tamanho seria o massacre germânico três dias depois que a definição do atacante francês é mais equiparável ao famoso gol de Gigghia em Barbosa, em 1950, que qualquer um momento do 7 a 1, uma goleada que não permite nenhum senão, talvez, quase, por pouco… Inapelável, como classificariam os locutores de rádio.

A conclusão de Benzema foi a pedra de toque da teoria do caos do futebol brasileiro. Um pequeno desfecho diverso fatalmente daria outra escrita para o incerto futuro da Seleção Brasileira. E poderíamos hoje tratar o Brasil como hexa, quem sabe, jogando os problemas estruturais e de mentalidade para baixo do tapete, arte em que somos craques . Brasil e França teriam feito uma das semifinais e, ainda que os gauleses sejam repetidos algozes da Seleção Brasileira em Copas, não é difícil crer que o futuro seria menos agridoce. Pois oito meses depois França e Brasil fazem amistoso no Stade de France. Benzema, o homem que foi interdito por Neuer, estará em campo como capitão do time de Didier Deschamps.

Curiosamente será o teste mais difícil para a equipe de Dunga desde que o técnico reassumiu o comando canarinho. Será contra os franceses, que poderiam, sem querer, ter evitado o 7 a 1, que o eleito (???) para recuperar a imagem da Seleção terá um desafio de respeito. No estádio em que o Brasil foi engolido por um tal Zinedine Zidane na final de 98 no que até meses atrás parecia o dia mais infeliz de décadas recentes da “pátria de chuteiras” (atenção para as aspas na expressão rodrigueana) até que viesse o atropelo alemão.

É apenas um amistoso, não entrará em campo a sombra das derrotas do Brasil nas Copas de 86, 98 e 2006. Mas a memória é um bicho inevitável, que se insinua quando os fatos convidam. Nos bancos haverá os capitães da partida que colocou a França na galeria de campeões mundiais: Didier Deschamps e Dunga. E haverá Neymar e cia. tentando colocar mais um tijolo na casa dos que insistem que o 7 a 1 foi obra do destino, fatalidade atroz, apagão, ou deslize de Benzema..



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