Palmeiras x São Paulo – Chapelaria maluca na pré-temporada



aidarnobre
O chapéu é uma jogada que arranca uivos e “vixes” no futebol. A galera gosta, aplaude, e o adversário fica se corroendo de vergonha e humilhação. Há quem chame de lençol o toque que encobre e resulta em bola dominada pelo autor do desacato digno de aplauso. Produtiva ou a esmo, é uma firula que enche os olhos. Em 2002, no torneio Rio-São Paulo, Alex fez um gol após aplicar um chapelaço em Ceni, que ainda não era mitológico como hoje em dia. Aquele Palmeiras x São Paulo ficou marcado por esse lance, que o meia, recém-aposentado e neocomentarista, grifou como dos mais lindos de sua lindíssima carreira.
Agora, alviverdes e tricolores levaram o chapéu para o escritório. Nos bastidores, aplicam o drible um no outro e do mesmo jeito a torcida reage eufórica. A reação, porém, não vem com os tais uivos e “vixes” de arquibancada, mas com as sátiras na internet, com montagem, os tais memes (Deus, afasta de mim essa linguagem!) e tirações em redes sociais, esses novos ambientes de interação. O Chapeleiro Maluco, personagem que o britânico Lewis Caroll fez habitar o país das maravilhas, poderia ser a mascote dessa troca de olés que dois integrantes do Trio de Ferro vem trocando atualmente.
O tipo de chapéu, evidentemente, vai ao gosto do freguês. Há quem considere mais elegante um coco preto retinto, e o associe ao passa-moleque que fez Kardec trocar o Palmeiras pelo São Paulo. Dizem que ali é que o festival de fato começou. Paulo Nobre, presidente palmeirense, ficou engasgado com o chapelaço e esperou o tempo certo para revidar. Dudu, de biografia bem tímida até aqui no jogo de bola, foi considerado a réplica no quesito. Os são-paulinos apostam que foi um chapéu paraguaios, ao passo que os palmeirenses confiam em um autêntico Panamá (embora a origem deste modelo seja, em verdade, equatoriana). A manobra palmeirense, diga-se, passou também por cima de outro rival, o Corinthians, que desejava o ex-gremista.
Houve chapéus mais módicos, quase na aparência desses bonés comprados em loja de esquina. O tempo pode mostrar que é artigo de luxo. É o caso de Thiago Mendes, ex-Goiás, que fechou com o Tricolor. Vai que é uma cartola de mágico e dela sairá um coelho? A cartolagem, termo extraído justamente do chapéu à moda antiga, crê-se inspirada em Carlitos e suas mímicas artísticas na hora de contratar?
Vejam que a chapelaria estendeu-se até para o mundo das finanças clubísticas. O Palmeiras fechou um belo contrato com uma empresa de crédito que era desejada pelo São Paulo e Aidar, presidente do clube do Morumbi, questionou os valores divulgados. Nobre não se fez de rogado, replicou e sugeriu ao rival que cuide de “sua administração cheia de escândalos”.
É verdade que os chapéus estão com as abas longas porque a bola ainda não rolou de verdade. A rivalidade dá sabor ao jogo e as fintas de um clube no outro são espécies de pão e circo a alimentar a torcida. Resta ver o que os objetos de “chapelização” farão de fato em campo e os resultados que oferecerão a seus times.


  • JACKSON

    O São Paulo, clube que j faliu duas vezes, e só não faliu pela terceira pois foi salvo por Palmeiras e Corinthians, continua o seu processo de apequenamento. Nos últimos tempos, tem sido motivo de piadas e chacotas constantes, devido ao interminável numero de vexames. Só tem aparecido na mídia devido aos escandalos do seu gagá presidente e as brigas com o antigo, além de mendingar dinheiro na imprensa e agora, devido ao histórico chapéu que tomou do Palmeiras e a postura covarde e arrogante de seus dirigentes, algo comum na triste e vexatória história sãopaulina. Dentro de campo só tem dado vexames. Dentro de um ano, eliminações para Ponte Preta, Penapolense, Bragantino e Atlético Nacional, sempre sendo humilhado no Morumbi. Esta ultima eliminação, com direito a pênalti bizarro batido por Alan Kardec. Em 2013, conseguiu a proeza, digna do Ibis, de ficar 14 partidas sem vencer, incluindo um 0x3 a favor do Cruzeiro no Morumbi, com três gols do Luan. Nos ultimos seis anos, um mísero título ganho pela metade no torneio que diziam ser a segunda divisão da Libertadores, e ainda tendo que agredir de forma covarde o argentinos nos vestiários. Sua torcida é fraca, não apóia o time quandro precisa e se diz torcida de Libertadores, só assiste jogos de Libertadores(devem estar sofrendo muito, pois na Libertadores o São Paulo só tem passado vexames ultimamente). Só espero que, como são invejosos, não tentem tomar nosso estádio igual já tentaram tomar uma vez.

  • RAMONES

    Baseado nos escandalos citados pelo Nobre o que acham de chamarmos de casal 20milhoes da cartolagem brasileira CM Vaidar Caixinha e C. Mutretona.kkkkkkk

  • malaquias kilimanjaro

    Há quem chame, amigo… Do verbo haver…

  • Julio José Soares Neto

    Ótimo comentário. Analogias e metáforas bem contextualizadas, retratos do panorama futebolístico do momento. Força Verdão.

  • Julio José Soares Neto

    Ótimo comentário. Analogias e metáforas bem contextualizadas, retratos do panorama futebolístico do momento. Força Verdão.

  • Falta de amadurecimento. Isto não assa apenas de negociações de mercado futebolístico, ou seja, que pagar mais leva.

  • Falta de amadurecimento. Isto não passa apenas de negociações de mercado futebolístico, ou seja, quem pagar mais leva.

  • Nelson

    Atualmente são 2 equipes com 2 pesos diferentes enquanto o PALMEIRAS vem tendo um crescimento econômico espantoso o SÃO PAULO assim como o Corinthians vem despencando em dívidas, o futuro de um é sólido por pelo menos 2 anos e com uma cartada à + o crescimento monstruoso do sócio torcedor e que fique bem claro a maioria não é de frequentar estádio de futebol creio que com o novo estádio o qual tem um monitoramento único no BRASIL estas pessoas comecem a ir no estádio e o lado bom é que deste modo aquelas tais torcidas uniformizadas vão perder seu espaço nas arquibancadas e com isto teremos a volta das familias no estádio………….

  • demir

    Esse V´aidar, um advogadinho de merda quer por a cara com um dos maiores empresarios do Brasil e mundo, riquissimo e poderoso, só pode tomar no traseiro mesmo, vai perder sempre

  • Fabio

    Neto, acredito que a grafia correta seja vixes e não “vishes”, o grito vem do vixe Nordestino…

  • Bruno moraes Ribas

    Acho q grandes clube são assim disputam tudo seja jogadores bons ou patr´cinio e só aumenta a rivalidade de ambos.

  • Eduardo

    o sonho do PALMEIRENSE é que um dia esse pequeno time chegue ao tamanha do GIGANTE TRICOLOR, que eu me lembre que coleciona vexame é sim o guarani da capital, com contratações de jogadores medianos pra ser modesto…FRACOS MESMO não seriam nem banco no TRICOLOR…sem dizer que faz quanto tempo o guarani não ganha nada, kkkk piada

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