Cristiano e Messi, o ‘cartel’ do futebol mundial



cristiano e messiMessi e Cristiano dominam premiação há sete anos  (Foto: FAbrice Coffrini/ AFP)

O prêmio de melhor jogador do mundo, dado anualmente pela Fifa, foi tomado de assalto por Cristiano Ronaldo e Messi. O talento extraterrestre da dupla causou uma concentração de mercado jamais vista na história da premiação. Basta uma olhadela de cima a baixo na lista do galardão, que vem desde 1991, com a eleição do alemão Lothar Matthäus,e o cartel formado pelo argentino e pelo português vem à tona.

O jogo mais popular do mundo, tão prenhe de craques na sua história mais que centenária, agora vive uma síndrome comum em outras modalidades: dois protagonistas cercados por um bando de ótimos coadjuvantes. Sete anos de uma rixa que mais parece um Nadal x Federer, Senna x Proust ou Michael Jordan x Magic Johnson Desde a consagração de Kaká, em 2007, não se vê fagulha nova.

Nesses anos de embate tivemos um terceiro elemento tímido, azarão que não consegue fazer cócegas nos reis contemporâneos da bola. Houve quem defendesse o prêmio para o goleiro Neuer, mas mesmo esses pareciam mais embuídos de um espirito de caridade ou a fim de incensar uma posição tão castigada, a do goleiro.

Iniesta, Xavi e Ribery apareceram como terceira via nesse período sem conseguir interromper a série. De 96 a 2003, Ronaldo e Zidane poderiam ter promovido oligopólio similar não tivessem sido censurados por Rivaldo, em 99, e Figo, em 2001. O brasileiro e o francês arrebataram três troféus cada um, foram fenômenos incontestes, um deles com a “patente” do apelido, só que chegaram a ser ofuscados.

Se houvesse tal celebração nos tempos de Pelé haveria páreo para o maior de todos os tempos? Se pensarmos que no longo auge do Rei, de 58 até o início dos anos 70, houve anos luminares de Garrincha, Eusébio, Cruijff, entre outros, é de se crer que sim. É possível apostar que vivemos uma dobradinha sem igual na história do jogo. Não à toa, Messi e Cristiano ano a ano batem recordes de vários gêneros por seus clubes e até mesmo pelas seleções (Messi é o segundo maior artilheiro da Argentina e Cristiano o maior de Portugal).



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