Grupo 8 da Libertadores é delação não-premiada da Conmebol



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Sorteio dos grupos da Libertadores aconteceu nesta terça (FOTO: Norberto Duarte – AFP)

Dizer que o grupo com São Paulo, San Lorenzo e provavelmente Corinthians ou Internacional é o mais forte é mole! Quero ver é fazer prognóstico sobre o Grupo8 da Libertadores, meus amigos. É uma caixa de pandora! Um enigma! Uma junção de nomes de países com números sem identidade real! Kinder ovos futebolísticos! É o Grupo Conmebol, aquele que delata, sem premiação, como a confederação sul-americana adora uma bagunça. No balaio estão Peru 1, Argentina 3, Paraguai 2 e Deportivo Táchira x Paraguai 3. O único time definido é o venezuelano Táchira, que na verdade é uma mera possibilidade, tadinho, já que enfrentará o incógnito número três do paraguai (piada pronta, heim..) na primeira fase para saber se vai jogar a fase de grupos ou ficar pelo caminho.

Enquanto nos outros grupos alguns duelos estão desenhados (não todos, já que há indefinições espalhadas por todas as chaves), no 8 só temos a nacionalidade das equipes e sua numeração classificatória. Que tal projetar o jogão entre Peru 1 x Paraguai 2? Ou Argentina 3 x Deportivo Táchira ou Paraguai 3? Aí me pergunto: vocês conseguem imaginar a Champions League, madre de todas as competições interclubes atuais, com seus grupos nos mesmos moldes: Inglaterra 3, Alemanha 2, Dinamarca 1 e Portugal 3? Seria uma piada que não combina com a pompa do futebol no Velho Continente. Por lá, eles esperam acabar a repescagem equivalente à nossa primeira fase para então sortear os grupos. No calendário espremido da Conmebol, nas coxas, cheio de vira-latices, é inviável fazer isso.

Assim, o Cruzeiro, campeão brasileiro, sabe que terá pela frente Mineros (VEN) e Universitário de Sucre (BOL), mas tem que esperar para conhecer o terceiro representante do Peru, que pode eliminar o argentino Huracán e completar seu grupo. Na cerimônia para definir os grupos vimos muitas danças latinas, homens engravatados, as famosas bolinhas, toda a engrenagem para dar toque profissional ao evento. Mas faltou o principal: saber os nomes de todos os participantes. Para alguns pode ser detalhe, mas no cerne desse esdrúxulo modelo que coloca o sorteio na frente da definição dos times (o velhor carro na frente dos bois) está o atestado de amadorismo da mesma entidade que permite jogos em condições precárias. Jogos em que times não podem nem fazer treino de reconhecimento de campo, como vimos no caso de Emelec x São Paulo, na atual sul-americana. Ou que jogadores precisam de ajuda de escudo da policia para bater escanteio. Há quem veja charme nessas coisas. Eu prefiro cerrar fileiras com quem considera isso atraso.



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