A dança do extravasamento de Mano



manomanoMano festeja (FOTO: Reprodução Youtube/ Fox Sports)

Mano dançou. Não, não foi demitido, como parecem desejar alguns torcedores corintianos mais apressadinhos. Após o segundo gol contra o Galo, que abriu vantagem robusta na luta por vaga na semifinal da Copa do Brasil, o gélido comandante deu pulos de alegria. Como uma espécie canastrona de Jonh Travolta (Mano Travolta), este homem de 52 anos de idade e discurso pausado despirocou, na linguagem cotidiana. Seus embalos de quarta à noite foram, na verdade, um desabafo à brasileira, mesmo que sem ginga, pela pressão que vinha sofrendo. O triunfo sobre o forte time atleticano é uma resposta à moda do futebol, com resultado. A sensação é de que os técnicos por aqui andam mais e mais estressados, transformando as cobranças em bombas-relógio para os pobres corações. Vide Muricy, que foi para na UTI.

Supervalorizados ou não, e isso merece análise mais pormenorizada, o fato é que os treinadores em nossas terras são falsamente efetivos. São interinos que duram mais ou menos, ao sabor da cartolagem sem prumo e aferrada ao imediatismo, gente do átimo. Dois ou três placares adversos costumam colocá-los em xeque. Não há asfalto onde pisam, é pura areia movediça. A dancinha de Mano foi um mix de alívio, raiva acumulada, expectativa adiada e necessidade de extravasar. Este último verbo foi citado duas ou três vezes na entrevista coletiva em que sua improvisada coreografia na lateral do campo foi, pasmem (!!!), o assunto-mor.

muricyMuricy (FOTO: Eduardo Viana)

No início do ano, Oswaldo de Oliveira, no Santos, teve uma série de surtos. Mandou banana para torcedor, caras, bocas e gritos para árbitros, gestos que eram incomuns no técnico anos atrás, quando parecia um Dalai Lama no banco. Confessou que vinha seguindo recomendações médicas para “soltar as bruxas”, botar para fora, como dizemos, a fim de preservar sua saúde. A dança de Mano foi uma equivalente da histeria de Oswaldo. Gente sem o mínimo de estabilidade, acossada o tempo inteiro por questionamentos e a besta-fera da perda do emprego.

Como os julgamentos da bola são instantâneos, vivemos a extinção da ponderação. As análises flutuam mais que a taxa de câmbio. O próprio Corinthians é exemplo gritante disso. Tite saiu por desgaste e, poucos meses depois, é quem faz tremer o posto de Mano, o seu sucessor. Luxemburgo no Flamengo foi alvo de troças, dada sua decadência. O ótimo trabalho inicial já serve para o polegar ir para cima: decisão joia da diretoria. O amém para o resultado é do jogo, mas por aqui anda exagerado.

Mano sabe que seu mambembe pé de valsa tem curta duração. A pressa bate à porta. Neste sábado, contra o Sport, a necessidade de vencer imperará mais uma vez. Sim, as boas perspectivas na Copa do Brasil dão fôlego, mas esse tipo de ar costuma durar pouquíssimo. Um tropeço poderá colocar outro tipo de pressão: a vaga na Libertadores distante pelo Brasileiro e imperativa no torneio mata-mata. Mas como falar em obrigação de título? É muita presunção! O flagelo do futebol, que persegue os técnicos, é assim. Haja dança para extravasar essa dureza.



  • Ivo agrepino dos Santos

    Não sei porque do extravasar….
    —É só ele colocar os melhores para jogar,e os têm,parar de conchavos, que êle não se estressa!
    Saudações Corinthianas!!!!!!!!!!

  • maicon traça elias

    agora fechou,o elias deve estar doida o emerson beijoqueiro vem ai ,e d madrugada o mano meneses faz a dança do ventre acompanhado do ronaldo e os travecos juntamente com o criador das gayvotas ,quanta viadagem ,cu rinti anus gostam d fumar pedra roubar varal e dar o cu,pra s parecer com o elias kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • O cara pulou de alegria , e estão comentando sobre isso? Vai procurar o que fazer . Vai Corinthians !!!

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