A força coletiva da nova Alemanha



alemanha - paulo sergio
FOTO: Paulo Sergio/LANCE!Press
Há tanta gente pra exaltar nesse time da Alemanha que necessitaria de laudas sem fim. A força do coletivo repleto de individualidades complementares foi a marca dessa engenhosa equipe. A começar por um goleiro que parece um matemático. A exatidão dos movimentos de Neuer ganhou carimbo na defesa em chute de Benzema, nos instantes finais do jogo contra a França. As ações econômicas do guarda-metas misturam-se saídas furiosas, porém nada espalhafatosas, da área. Um líbero que tem à frente a precisão de Hummels e a seriedade de Boateng.

Lahm é o lateral que imanta o meio de campo. O capitão, por quem a bola pede para passar. Um termômetro alinhado com a origem de tudo, Bastian Schweinsteiger. Este, cujo nome nos enche a boca, inicia cada passo, girando para lá, girando para cá, fazendo a distribuição do serviço. A dupla recebe o reforço de Khedira, que ontem não jogou. Os três executam o primeiro ato do balé, em coreografia digna de Pina Bausch.

A arquitetura da dança, então, encontra Toni Kroos, o condutor, o toque plástico incisivo. Como se fosse da escola Bauhaus, tecendo o designe de vanguarda da equipe. Özil, de origem turca, é o toque de improviso, de criatividade, no retilíneo espírito da equipe. É a mescla necessária da ginga com a correção.

Müller é a juventude maturada, ao passo que Götze a jovialidade em maturação. O primeiro reafirmou a intimidade com os Mundiais. O segundo, nascido depois da queda do muro de Berlim, deu o primeiro título à Alemanha unificada. E Klose, tecnicamente quem mais destoa, é o homem da história. É a estatística vibrante em meio ao coletivo.


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