Protagonismo de Messi na Copa é vítima da sua magia no Barcelona



messiFOTO:  Adrian Dennis/AFP

Messi arranca com a bola colada no pé. Dribla um, dois, três, quatro e finaliza de forma soberba. Roteiro repetido à exaustão no Barcelona. Costume que tem sido a flecha dos algozes do camisa 10 argentino nesta Copa. O sujeito participou diretamente de sete dos oito gols da Alviceleste no torneio e recebe, em linhas gerais, uma avaliação impiedosamente negativa.

Quantos jogadores têm sido mais decisivo que a Pulga nos campos brasileiros? Os excelentes alemães Thomas Müller e Kroos, por exemplo, contam com um conjunto brilhante, uma equipe destacada pelo ótimo coletivo, em que vários se destacam. Robben foi letal na primeira fase e foi esmorecendo. Neymar teve protagonismo muito maior também na etapa de grupos. E por aí vai… Contra Bósnia e Irã resolveu com belíssimos gols – não sei por que não aparecem na lista de preciosidades do Mundial. Diante da Nigéria fez os dois primeiros. Contra a Suíça. quando a partida caminhava para os pênaltis deu passe dos deuses para Di Maria marcar o da classificação. Diante da Bélgica iniciou a jogada do gol de Higuain, o da passagem para as semifinais. E na partida contra a Holanda, um jogo com duas equipes compactas e focadas na defesa, sofrendo perseguição às vezes tripla de Vlaar, De Vrij e Blind ou De Jong, teria ainda assim feito o mesmo, não fossem as conclusões desastrosas de Palacio e Maxi Rodrigues nos minutos finais da prorrogação.

No Barça, acompanhado de Xavi, Iniesta, Busquets, Neymar, Alexis Sanchez e muito entrosamento, em temporadas e mais temporadas, faz antologias. Nesse curto torneio, no qual sua seleção não chegava na decisão há 24 anos, tem sido a chave do sucesso. É no limite, com vitórias magras, mas desabrochadas pelo quatro vezes eleito melhor do mundo. Espera-se o encanto e Messi está dando aula de eficiência. Uma eficiência que pode levar a Argentina ao tricampeonato, apenas isso! Dificilmente fará o gol que Maradona fez contra a Inglaterra em 86, mas seu protagonismo é nítido nesta Copa.



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