Uma batalha emocional, um capítulo histórico



Desde 94 não me emocionava com a Seleção Brasileira. Todo o contexto, o jogo emocional de uma Copa disputada em solo pátrio, a tensão inerente a um jogo com um Chile fortíssimo, uma bola na trave nos últimos suspiros… E Julio Cesar! Um sujeito bravo, que reconciliou-se, ao menos momentaneamente, com a história. O futebol é feito de enredos, vive imitando a vida, esboça dramas e desejos.

Felipão, um cara ungido por um tipo de estrela rara, é reincidente nessa unção. E Neymar, quando teve a pressão das pressões, no quinto pênalti, cobrou com a frieza simulada dos craques, como um Pelé reiterado. Aos 22 singelos anos, pasmem! Tem feito uma Copa precoce, que impressiona até os fãs mais cegos, aderentes em qualquer circunstância.

O Brasil chegou em muitos momentos a ser inferior ao Chile, um time mais organizado. Estamos aqui narrando emoções, o tambor do coração. Para ser campeão terá que se desdobrar e se arrumar. Alemanha, França, Holanda e até mesmo a Colômbia parecem estar mais na forma. A Argentina sofre com questionamentos parecidos e tem Messi. Mas foi um dia de timbre emocional. A Copa do Mundo é um cenário do jogo, que crava as unhas na história. O que aconteceu no Mineirão foi a tinta grossa de um grande roteiro.

 



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