O eterno gesto do agora eterno Bellini



bellini

 

Bellini imortalizou-se no já distante dia 29 de junho de 1958. Ao erguer o troféu, como que apontando para as estrelas, exerceu seu pioneirismo em um gesto que passou a ser repetido pelos capitães dos campeões subsequentes. A imagem é célebre. E inaugurou o domínio brasileiro em Copas do Mundo. Se na bola foi um rei que nos colocou nas alturas, na consagração foi ele. Não passei nem perto de vê-lo jogar. Nasci exatas duas décadas após a conquista. Mas convivi com contemporâneos, familiares e amigos destes familiares, que sempre contaram histórias daqueles tempos, os anos dourados de Juscelino, da Bossa Nova e do título mundial.

Sempre ouvi que Bellini era de cepa mais raçuda, desses zagueiros de “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. Um jogador sem o mesmo talento de seu sucessor com a tarja, Mauro Ramos de Oliveira, o incumbido de perpetuar seu gesto quatro anos depois, no Chile.

Por capricho do destino em menos de um ano Gylmar, Djalma Santos, Nilton Santos e Bellini, titulares da zaga que jogou contra a Suécia há quase 16 anos atrás nos deixaram. Cada vez mais aquele título é memória. Para os que eram nascidos na época, as lembranças do que ouviam pelo rádio o fim do Complexo de Vira-latas. Para nós, apaixonados que viemos depois, a herança da glória, depois reprisada por Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu.

Descanse em paz, Bellini!



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