Clube da Fé aposta na dupla de olhar sem fé



O São Paulo resolveu reunir a maior quantidade de expectativas por metro quadrado. Ao juntar Ganso e Pato, o Tricolor colocou à prova o antigo apelido de “clube da fé”. São os jovens do futuro! Haja fichas, apostas e crenças. Estas últimas, como bem sabemos, movem moinhos. Muricy, qual um Dom Quixote, terá que brigar com os tais moinhos para fazer a dupla acordar.

Os talentosos meninos de Santos e Inter que ora encontram abrigo no Morumbi têm em comum o epíteto ornitológico e o semblante avoado. Eles quase ressuscitam um desses tantos hits modernos que infestaram a música nacional: “Tô nem aí! Tô nem aí!”. Um organizador, outro goleador, que parecem desantenados do ser e do estar. Onde estamos? Para onde vamos? Sei lá, entende?

O turbilhão do futebol, que sopra incessante, vive jogando no mar expectativas. Não precisa ir longe. Em 2012, na Olimpíada de Londres, Ganso e Pato eram peças douradas na busca pelo inédito ouro do futebol nacional. Após um treino de “homem que não estava lá” às vésperas da decisão, o meia foi alijado por Mano, não tendo jogado  nem um minuto  na derrota para o México. O atacante entrou quando a vaca já caminhava faceira para o brejo.

De vez em quando, Ganso mostra particular elegância com a bola, dá um passe rápido, certeiro, e suspiramos. Em lampejos, Pato aparece na área, balança a rede e os faróis acendem: “Lá vem ele!” Tem sido assim com a dupla. A areia da ampulheta ainda lhes é benevolente, são moços. Não podemos jogar a toalha. Quem sabe agora, juntos, vencerão. Fé neles! Pena que seus olhares e reações não nos ajudem no coro de dias melhores. Quiça no Clube da Fé isso mude!



MaisRecentes

Rica em talentos, França rompe com paradigma recente



Continue Lendo

Espanha morre abraçada ao ‘tiquitaca’ odiado por Guardiola



Continue Lendo

Em cartaz na Rússia: ‘El secreto de sus Rojos’



Continue Lendo