A 39ª rodada do Brasileirão pode ser um prêmio à injustiça



lusa x gremioLusa pegou o Grêmio já livre do rebaixamento (FOTO: Rafael Neddermeyer/FotoArena)

O Brasileirão de 2013 ganhou uma rodada extra. Na segunda será disputada a 39ª, a última de fato. Uma esticada que não terá Maracanã, Mineirão ou qualquer outro estádio como palco. O jogo terá como cenário um tribunal com homens de toga, gomalina e doses cavalares de verborragia. O fim de uma já tumultuada edição, com cenas de violência nas arquibancadas, será no voto de auditores. Eles vão decidir se a Portuguesa deve ou não ser punida por ter escalado um jogador de forma irregular contra o Grêmio, na 38ª rodada, no Canindé.

Caso a Portuguesa seja punida por colocar em campo jogador que estava suspenso, no que descobrimos agora ter sido a penúltima rodada, teremos então a vitória da letra fria da lei sobre a justiça. O que está no papel se sobreporá ao bom senso, ao desejo de que o mérito seja o pai de todas as outras virtudes. Héverton entrou aos 32 minutos do segundo tempo de um jogo que nada valia para o time paulista. Afora, diria Nelson Rodrigues, os idiotas da objetividades, todos davam a Lusa como livre do rebaixamento. É justo que o clube seja condenado? Deve ter mais peso um artigo jurídico que o óbvio atentado à razoabilidade?

O fato de não ter havido má fé e de o time não correr mais riscos na ocasião não deveriam ser atenuantes? A Justiça então deve ser “ipsis literis”, pensar de forma bitolada, sem olhar em volta? Deve autoimolar-se e ser injusta, calcando-se no que consta do papel, sem mergulhar na alma? A latinidade do “Dura lex, sed lex” (a lei é dura mas é a lei) quer o rigor a qualquer preço? Qual repercussão será pior: o rebaixamento de quem não teve a intenção de violar a lei ou o bom senso vencendo a rigidez da mesma lei?



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