Cruzeiro das coincidências e da consistência



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Cruzeiro nada de braçada no Brasileirão (FOTO: Gil Leonardi/ LANCE!Press)

O Cruzeiro fez do Brasileirão 2013 seu passeio público. Enquanto todo o restante patina aqui e triunfa ali, o time mineiro tem uma direção só. Campanha consistente, inquestionável, que nos faz duvidar de uma reviravolta. O elenco impressiona, a ponto de ter grifes como Borges, Dagoberto e Julio Baptista frequentemente esquentando o banco de reservas. E, como costumamos dizer no mundo da bola, deu liga. O time é uma correria, em alguns momentos acuando o adversário, criando mil e uma chances. Um trabalho admirável! Coincide com a volta do clube ao Mineirão após os tempos de reforma e mandos no interior mineiro. Claro, uma agradável coincidência. E, outra coincidência desse bruxo chamado futebol, a equipe dá uma imediata resposta a um tormento dos seus aficionados: o rival Atlético levantou há pouco a almejada Copa Libertadores da América. Não é nada, não é nada, mas é tudo mesmo. Minas delira dos dois lados!

O time celeste, e aqui uma terceira curiosidade, é o único fora do eixo Rio-São Paulo a ter levantado o caneco nacional nesta era dos pontos corridos. Exatamente na primeira, no já distante ano de 2003. Dez anos depois, eis que deve repetir a façanha. Na ocasião, tinha Alex, agora no Coritiba, endiabrado, no auge do seu jogo. Agora, tem no mesmo conhecido Everton Ribeiro a sua força-motriz. Em uma equipe que perdeu Montillo no início do ano, seu principal atleta em época recente, e disso não se ressentiu. Time que bota à prova, ao menos por agora, aquela percepção de que a nova forma de negociação dos direitos de transmissão (individualizada) dariam a Corinthians e Flamengo a supremacia técnica advinda da supremacia financeira – este, aliás, é um tema que merece mais aprofundamento, pois nenhum dos dois figura na linha de frente da tabela.

O que faz a campanha do Cruzeiro admirável é que nem os calos tradicionais da competição estão sendo páreo para a equipe. Nos jogos mais tormentosos, aqueles em que espera-se enfim o tropeço, o time sai prosa. Foi assim contra o Botafogo e Atlético-PR, no Mineirão, o Internacional, no interior gaúcho. Não há brechas para a disputa reiniciar-se. Os exemplos tomados de anos anteriores não veem frestas para penetrar. Daí começarmos a gastar esforços de atenção na briga por vaga na Libertadores e contra o rebaixamento – e estufar a importância da Copa do Brasil também.

 



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