Sempre ouvimos falar de Leônidas da Silva



leonidas

 

Há cem anos nascia um tal de Leônidas da Silva. Nunca vi jogar, mas sempre ouvi, e muito, falar. Sei que era um diamante, a ponto de batizar delicioso chocolate até hoje consumido. Sei que era feito de borracha, sendo assim apelidado pelos franceses: o homem de borracha! Foi o intermédio no Brasil entre o amadorismo e o profissionalismo. E, sei mais ainda, que foi, se não com certeza, o criador da malabarística bicicleta, mas sem dúvidas  o seu primeiro melhor executor.  Só poderia ser o homem de látex a prolongar-se no ar. Se tem dúvidas, espie a foto que ilustra este post, famosa até não poder mais. Foi pelo São Paulo, contra o Juventus, no Pacaembu. Uma espécie de cirque du soleil em preto-e-branco. Um voo a deixar outro brasileiro que ilustrou nossos primórdios como pátria: Santos Dummont. Seria um avião? Não, era Leônidas da Silva! Imaginem o espanto das plateias, pouco afeitas à acrobacia! Imaginem a bola, aparvalhada com aquele peito de pé planador. Imaginem o futebol naquela época a venerar seus primeiros ídolos! Imaginem o que poderia ter sido o atacante, tivesse a mídia e exposição atuais. Não seria apenas nome de doce, mas teria uns 20 contratos publicitários. A época determina muito do mito. A sua imagem, distante, me lembra um pouco à do músico Wilson Simonal, que não pode curtir a fama proporcional ao seu talento – por outros motivos.

Nunca vi Leônidas jogar, mas muito dele ouvi falar por avô, tios, amigos do avô, amigos dos tios, historiadores e, principalmente, pela belíssima biografia de André Ribeiro que li anos atrás. Sei que fez o solitário gol brasileiro na Copa de 34 e outros sete no Mundial de 38, na França, do qual saiu artilheiro. Sei que no jogo contra a Polônia fez três gols, sendo um deles descalço…. O homem que distribuia bicicletas também era capaz de se virar sem calçados. Em um time que tinha um Hércules e um Romeu.  Imagem amadora, cena real! Sei que Leônidas foi também vítima do seu tempo. Os homens pagam pela insânia de outros. Devido à estúpida Segunda guerra mundial, o homem viu uma borracha passar por cima de seus diamantes. Perdeu a chance de reafirmar-se para o mundo. Bombas, trincheiras e barricadas impediram a realização dos Mundiais de 42 e 46, justo no auge do rapaz de sorriso marcante – há fotos que corroboram o que digo. Assim como a geração de ouro da Argentina dos anos 40 foi empoada pelo conflito na Europa, Leônidas também danou-se.

Há quem defenda que Leônidas foi um Pelé antes de Pelé. Foi o primeiro gênio do nosso futebol. A lâmpada que acendeu-se antes de nos tornamos campeões do mundo. Antecedeu não só Pelé, como Garrincha, Zizinho, Gerson, Tostão, Rivellino, Zico, Sócrates, Romário, Ronaldo e mais um montão. Era da Silva, sobrenome das profundezas brasileiras, o primeiro craque da era profissional. Brilhou também em Botafogo e Flamengo, e deixou seu brilho ainda no tradicional Peñarol, do Uruguai.



  • Leônidas da Silva, foi o maior craque brasileiro da era que antecedeu a década de 1950, também se destacou mais tarde como um grande comentarista esportivo, trabalhou em inúmeras emissoras na era do rádio. A maior partida de Leônidas foi contra a Polonia que teve uma prorrogação, se o jogo tivesse sido normal, a atuação de Leônidas na partida em que o grande Domingos da Guia cometeu um pênalti fora de campo, numa patuscada do árbitro da partida contra a Itália, que viu pênalti num lance no mínimo bizarro, que infelizmente não tem imagem. Mas que todos consideraram uma mãozinha do “soprador de apito” suíço para favorecer os italianos. Caso contrário o Brasil teria sido campeão do mundo em 1938, mas na época os selecionados sulamericanos eram “garfados” quando jogavam na Europa.

  • C. Teixeira

    Quando ouvimos falar de craques como Leonidas da Silva, ficamos saudosos de como era bonito os verem jogar bola. Hoje em dia ficamos raivosos de vermos certos jogadores tachados de craques, ganhando um absurdo de dinheiro sem terem méritos para isso e na sua maioria maltratarem a redonda. Como flamenguista vai um recado para os seus dirigentes: Troquem o time do flamengo pelo gordinho do Goias e fiquem torcendo para que eles não peçam dinheiro de compensação.

  • Falta respeito e memoria ao povo desse pais.Neguinho até hoje venera no Uruguai os campeões de 30.Ouvi que na Europa lembraram do Leonidas.E a porcaroa da CBF que sempre lucrou em cima de idolos como o Leonidas,que na sua epoca,apesar do grande futebol não ganhou tanto dinheiro.A dona CBF tinha essa divida para com ele e tantos putros craques que fiseram a sua fortuna e de seus dirigentes.Isso é uma questão moral,mas falar de moral…

  • SANTÃO

    Lindo artigo Valdomiro Neto.
    Assim como você, também não o vi jogar , ouvi falar e li a respeito.
    Os atletas da bola de hoje( ou seja corredores atras da bola ), que a base da correria a maltratam, acabou oespetáculo chamado futebol, temos o dinheirobol, corruptobol, apitobol.
    Vi Pelé e os demais que vc citou, ídolos que não damos os devidos valores.
    Vemos nossos jovens usando camisas de times europeus, e idolatrando jogadores estrangeiros, e nossas poucas jóias indo embora a preço de banana.
    Estamos numa época pior que o colonialismo, vendendo matéria prima bruta, sem lapidá-las , e o pior em todos os seguimentos de nossa economia.

  • max nicola

    Leonidas é o meu maior idolo no futebol. Talvez na vida. Sou sãopaulino, poderia citar Rogério Ceni, Raí, Careca, Pedro Rocha, Canhoteiro, Tele Santana, Dario Pereyra, Zetti, Mauro Ramos, Bauer, Dino Sani, Gerson, De Sordi, Zizinho… mas Leonidas é especial. Alem de ser mais GENIO que todos esses, foi o PIONEIRO. Se Friedenreich fundara o primeiro São Paulo com as proprias mãos, Leonidas fundou o definitivo São Paulo com os proprios pés. Os “pobretões”, ao qual se referiu Thomaz Mazzoni, conseguiram trazer o maior de todos, no auge, não para ficar 2 anos, mas para ficar longos 9 anos e jogar tudo o que sabia, e transformar o caçula tricolor no Soberano Tricolor. Obrigado, Leonidas. Somos o que somos, graças a sua genialidade incomparavel. O maior centro-avante da historia.

  • mio palestra!!!

    io parlo de la Itália !!! questo palestra il migliore time del mondo !!!! avanti palestra !!!!! forza palestra !!!!!! mama mia palestra !!!! somo tutti buona gente palestra !!!! io quero comê um culo de bambi – quero cú de bambi – quero cú de bambi – quero cú de bambi – quero cú de bambi – parada gay – la bambinêra do morumbixa – casamento de gay está em moda — quero um cú de bambi – aquela gazela que os leopardos jantam na áfrica é uma delícia !!!!!

  • José Leonardo

    É um dos craques que queria ter visto jogar!
    Parabéns pelo texto, ficou muito bom!!!

  • Antes de todos os times citados, Leonidas foi do Vasco, onde foi campeao carioca de 1934, seu Neto sabichao.

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