Touradas de Madrid na Copa das Confederações



“Eu fui às touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum”

A marchinha carnavalesca, até hoje tocada em salões ou bailes (os poucos que ainda resistem nestes tempos de shopping center e baladas eletrônicas), de Braguinha e Alberto Ribeiro, era entoada por mais de cem mil pessoas no Maracanã – o velho Maraca, então recém-parido! Conta a história que a música embalava, nas arquibancadas, o toque de bola dos comandados por Flávio Costa, em inapeláveis 6 a 1. O batalhão, com Zizinho, Ademir de Menezes e cia, passeava como se estivesse nas ramblas de Barcelona ou criasse a sua Movida Madrilenha. Isso em uma fase final de Copa do Mundo! Era o dia 13 de julho 1950, no Mundial que todo brasileiro, mesmo os nascidos anos ou décadas depois, ainda sente as dores no sangue. A tragédia que superou a Guerra de Canudos, nos dizeres de Nelson Rodrigues. O chocolate na Espanha está registrado na história. Mas agora, junho de 2013, outro milênio, a TV coloriu seus contos, a internet impera, a Guerra Fria acabou, o homem foi à lua – é o que dizem – e a Seleção Brasileira foi cinco vezes campeã.

Todos esperam um novo duelo Brasil x Espanha, mas em contexto diverso. Que seja no mesmo Maracanã, no dia 30 próximo, quando acontece a final da Copa das Confederações. O torneio, que começa neste fim de semana, porém, não deve aguardar a seleção de Felipão favorita contra os ibéricos. O confronto, esperado desde que a pátria do poeta Garcia Lorca conquistou pela primeira vez o mundo, três anos atrás, deixa os europeus como maiores candidatos. Eles virão babando, meus amigos! É a única conquista relevante que falta para a trupe dos maestros (em espanhol, professores) Xavi e Iniesta. Claro, ganhar um bimundial será mais entusiasmante, mas duvide de quem acha que o ineditismo de uma conquista não move a equipe da possa de bola. E esse é o maior dos riscos para o time verde-e-amarelo. Além de que já sabemos de prosaico: chega com time pronto, com a experiência das conquistas, e tal e coisa.

A curiosidade para ver um Brasil x Espanha contemporâneo é gigante. Lá saberemos se haverá “caramba, caracoles, sou do samba, não me amoles”, ou o predomínio será do flamenco, a dança típica espanhola.



  • João Sardinha

    APOCALIPSE NOW! Escolhi o espaço para dizer o seguinte: Não é muito difícil que Felipão consiga a proeza de com suas idéias pra lá de defensivistas quando escala um time com dois volantes mais lentos, PERDER para o Japão com um meio de campo rapidíssimo e de toque de bola. Hoje o Brasil deveria entrar com um time mais leve com Hernanes e Paulinho ou até só o Paulinho mais Jadson e Oscar. Felipão está brincando com fogo.

  • toni

    Da licença, nos dias atuais, mesmo ainda não estando entrosado, nenhum time do mundo bate o Brasil dentro do maracanã, não da para comparar aquele jogo com o Uruguai o qual o estadio estava sendo estreado com hoje, 64 anos depois e, toda mística criada.

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