Técnico é importante, ma non troppo. Quem faz gol é jogador



Os técnicos são supervalorizados. Mas os técnicos escalam, decidem… Eles tiram, põem, deixam ficar.E só faltam jogar caxangá – tem uns, dizem, que jogam outras coisas. Seus salários estão nas alturas e alguns bufam: “Não é fácil não!”. Outros reclamam da fragilidade de contratos. Mas ganham rescisões, não poucas, acumuladas. Ganham de três, quatro clubes indenizações durante o ano. Ganham muito por que são supervalorizados ou são supervalorizados porque ganham muito? Tostines fez escola nos gramados.

Alguns se acham os tais. Se perdem, resmungam de perguntas e ironizam perguntadores. Se ganham, ficam com peitos de pombos. Poucos, no Brasil, propõem novidades. São supervalorizados, então? Alguns, poucos, voltam após anos fora e tentam mostram o que andou errado. Esses têm valor.

Após os jogos, as suas coletivas são concorridas. Quem joga é o jogador. Mas quem fala é ele, o professor (tem um que é pôfexo, no anedotário!). No exterior, convenhamos, não é diferente. Mourinhos, Fergussons e Wengers são astros. Um, por ser o Special One – e tudo em inglês tem tom pomposo! Os outros, pelo mandarinato. Anos e anos como técnicos, não só, mas managers (ahhhh, o anglicismo). O mais discreto, o Pep, o Guardiola, a elegância, conseguiu impor filosofia. O jogo bonito, o toque, a tabela, o gol… É disso que o povo, apreciador de arte, gosta!

Os técnicos são importantes. Eles motivam, convocam, queimam jogadores e promovem outros. Eles podem até decidir! Não é pouca coisa. Mas também choram bastante e adoram terceirizar culpas. Há o que parece pastor. Há também aquele que se aperfeiçoou em linguistica e tem seus treinadores de comunicações. Outros apostam na tal lingua do boleiro. E não esqueçamos o teatral, cuja sudorese fala por si só. Uns usam agasalhos e outros terno, gravata e sapato bem engraxado. Há aqueles berram na beira do gramado, enquanto outro, de braços cruzados, observa o jogo. Uns usam vídeo para estimular e outros acreditam na retórica.

A pergunta freudiana sobre a mulher transferimos a esses caras. O que querem, afinal, os técnicos? Querem arroz e festa? Querem os louros da fama? E querem dinheiro no bolso?

O que, afinal, quer dizer esse blogueiro? Que os técnicos são importantes, ma non troppo. Quem faz gol é jogador, meu amigo!



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