Confiança de uns, relutância de outros



Os resultados vêm em fileira e Tite não esconde que confia no taco do seu Corinthians. O time não encanta, mas triunfa. É um colecionador de vitórias por 1 a 0, obediente, quase servil aos ditames de seu treinador. A engrenagem funciona a contento e convence o técnico a um pequeno rasgo de soberba, um minuto de sinceridade hesitante, ao ser perguntado sobre que time teme enfrentar nas oitavas de final da Libertadores: “Tenho me colocado do outro lado. Eu não queria ter o Corinthians como adversário”.

Ao projetar-se na mente e carne (que é quem padece os medos) dos rivais, o comandante corintiano dá recado inequívoco: “Nós temos a força!” Não é da boca para fora, é de fora para dentro. O dia a dia de treinos, os resultados em série, as vozes que alertam para o bom desempenho da equipe partida a partida. O título brasileiro foi a pedra de toque nessa afirmação, manifestada em auto-confiança. Com o Corinthians de Tite pode não haver quem possa.

Comportamento oposto ao de Tite teve o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone. Na reunião que definiu como será partilhada a renda dos jogos das quartas do Paulistão, foi o único cartola dos grandes times a optar pela divisão idêntica para vencedor e perdedor: 50% a 50%. Ou é um marxista de carteirinha – desconheço suas veleidades ideológicas e se O Capital é sua leitura de cabeceira – ou não confia na equipe. Para a arquibancada a leitura é seca: teme o pior!

Os fatos podem trazer mensagens importantes. É preciso estar atento, não descartar o que acontece. Um técnico esbanjando confiança e um presidente relutante. Um time em progressão, outro patinando na reta de chegada. Nas próximas semanas esses gestos e palavras podem reverberar em alegria de uns e tristeza de outros. Os sinais estão à mostra e já permitem algumas apostas seguras.



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