Viva o politeísmo no futebol mundial



O amigo leitor tem dúvidas da genialidade de Messi? O que esse rapaz faz semana após semana com a camisa do Barcelona é reiterar que estamos sendo presenteados. É como se Leonardo Da Vinci tivesse pintado novas e novas Monalisas em curto espaço de tempo. Perto de fazer 25 anos, o atacante já produziu o suficiente para ser colocado no Olimpo do futebol. O argentino é um dos deuses do jogo ao lado de Pelé, Maradona, Di Stéfano e uns outros poucos. E é a isto que precisamos nos atentar: o futebol não é terreno de um Deus só, mas de um grupo deles. Não é monoteísta, meus amigos, é politeísta. Habitado por divindades que, cada qual ao seu tempo, fizeram o que comuns jamais poderiam sonhar.

Encarar dessa forma é sair um pouco desse neurótico debate sobre quem foi o maior e menor. Não é justo tratar deuses com tamanha mesquinharia. Quem chega no panteão sagrado do esporte merece nossa reverência por si só. É tolice ficar fazendo ressalvas demeritórias a esses fora-de-séries, como desempenho melhor ou pior por seleção.

Que tal apreciarmos quem nos brinda com a excelência? O que Messi faz é deleitável, roubando expressão do modernista Oswald de Andrade. E, notícia boa, a idade, o comportamento e o estado atlético do argentino sugerem que ainda tem muita lenha para queimar. Quem viver, verá!

Os outros deuses já não atuam mais. Podemos vê-los em DVDs ou buscas pelos youtubes da vida, ou saber deles por pais e avós. Apreciamos assim os maiorais do passado e o do presente. Ao atingirem o ponto mais alto não devem mais nada e não merecem comparações insistentes. Pelé foi o maior? Maradona rivaliza? Messi chega aos pés? Deixem os deuses serem deuses sem confrontos internos.



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