O que quer o torcedor?



Afinal, o que quer o torcedor? O torcedor tradicional, antes de tudo, quer ver gente com brios vestindo a camisa do seu time. É básico no circuito da paixão, o mandamento número um de quem senta-se na arquibancada: exigir sangue, suor e lágrimas daquela gente que se movimenta no gramado. O sujeito que veste o “manto sagrado” tem que honrar o que armazena décadas de história e dedicação. Tem que comer grama! A imagem do jogador com a camisa conspurcada pela lama e às vezes com gotas de sangue escorridas após uma dividida mais forte é reverenciada, seja nos chamados clubes grandes, seja na divisão mais recôndita do mais escanteado estadual por aí. A bicuda para a lateral é seguida por urros selvagens. Os gestos, a correria, a vibração de lutador acumulam pontos, mesmo que possam ter, por parte de alguns, porções de teatro (a vida é, no cômputo geral, uma enorme peça teatral). A postura tem um valor elevado para o apaixonado da bola. O pensamento é claro: ao mostrar empenho pelo meu time, o cara enaltece minha paixão, engrandece o valor do meu clube do coração. Evidente! Ele torna-se um aliado na valorização do que se ama. Aliado, como diz o termo, é quem está junto, unido em uma meta só, lado a lado.

Ao chorar copiosamente na sua apresentação ao Flamengo, Vagner Love cumpre à risca essa cartilha de alinhamento. Ainda mais porque o faz de forma espontânea e traz consigo as recordações de uma primeira passagem notória pelo clube. É a antítese do que por exemplo fez Kleber no Palmeiras. Agora no Grêmio, fez, em palavras, tudo que um gladiador não faria: assumiu que fugiu do pau no final da sua confusa passagem pelo time paulista. Bravas figuras do antigo império romano, Gladiadores, ao que consta, não fugiam do pau. O atacante, pois, admitiu que faltava-lhe vontade de estar ali naquele momento de turbulência. Sejam quais forem os motivos de tal anemia, o fato é que sua confissão é um pecado mortal na bíblia do torcedor. O raciocínio da massa pergunta: se estava desanimado por que não deixava de entrar em campo. Envergar a camisa do Verdão nessas condições foi lesivo à paixão. Enquanto o torcedor alentava o time, então, havia lá um atleta nadando contra a corrente, dando de ombros para as expectativas de quem senta a bunda no cimento.

Ganso é outro que vem, a seu modo, mexendo nesse vespeiro emocional. Não diz, como Kleber, que joga sem entusiasmo, mas age como se o fizesse. E como nunca se manifesta claramente sobre sua situação, alimenta a sensação de descompromisso. Isso mina o apego do torcedor, a ponto de alguns pedirem até mesmo cabeça, mesmo com todo o talento que tem. A paciência dos apaixonados é curta, bem sabemos. Ela pode até ganhar fôlego com bons resultados e jogadas, mas em um pequeno mau momento irá se expressar com a memória dos fatos ruins anteriores.

Por fim, temos o exemplo de Montillo. O Corinthians oferece condições financeiras melhores para o argentino. Natural que ele pense na tal “saúde financeira própria”. Mas a leitura dos cruzeirenses é a leitura natural do apaixonado, remetendo ao citado mandamento central: está então se lascando para quem o afagou tanto tempo! O livreto das arquibancadas não fará análises aprofundadas e contextualizadas para redimir o meia. Ninguém gritará: “Montillo, vai lá ganhar mais, nós seguiremos te amando em Minas Gerais”. Seria coração vagabundo fazer isso, o que não combina com gente que torce. Para entender basta responder á pergunta inicial: O que quer o torcedor neste caso? Qier, sem meias palavras, que o rapaz aceite ganhar menos para permanecer no Cruzeiro. Assim estará cavando um espaço definitivo nos corações celestes. Do contrário, será classificado de mercenário pelos antigos adoradores.



  • Cabeça de torcedor é sempre difícil de entender e compreender. Mas muitos jogadores merecem tanto protestos ferozes (sem violência, sempre) tanto quanto aplausos incondicionais. O São Paulo do ano passado merecia vaias eternas pela sonolência.

    Saudações do Tricolor Paulista.

  • OLA GALERA TODO TORCEDOR QUER SEU TIME JOGANDO SERI E SE POSSIVEL FASENDO GOLS COISA QUE NOSSOS TREINADORES MORREN DE MEDO DE PERDER SEUS EMPREGOS E POR ISTO QUE SEMPRE ESTAO MUDANDO DE CLUBES NA HORA QUE ELES SE CONSIDERAREM ESTA POSSIBILIDADES ESTARAO SEMPRE EM NOSSOS CORAÇOES VAMOS LA TREINADORES JOGUEM PRA FRENTE

  • Raul Andreucci

    Afinal, o que quer o torcedor?
    Seguir acreditando no homem? Naquele que acredita num ideal, numa camisa, numa paixão? Naquele que se compromete com um grupo, um time, uma torcida, uma história? Naquele que se envolve, que sente, chora e vibra conosco e por nós?
    Ou, quer o torcedor, um profissional? Aquele que se pauta pelas leis de mercado, atendendo a melhor oferta e procurando sempre o melhor negócio (para si)? Aquele que esnoba de quem ainda se apaixona, tergiversa sobre suas verdadeiras intenções e dá as costas quando perde o interesse (ou dinheiro)?
    Se encenamos o grande teatro da vida, por que não fazê-lo com paixão, intensidade e sinceridade? De máquinas já bastam as que estão por todos os cantos. Não é tão duro assim ser verdadeiro.
    Fica o abraço do amigo saudoso e, como sempre, fã do texto!

  • Thiago Falcão

    Pessoal, venho aqui chamalos pra se cadastrarem em um otimo jogo de futebol, vc que joga brasfoot, elit foot, ou qualquer jogo de futebol que vc seja o tecnico, se o presidente do time, o jogador tudo, garanto que vai gostar, E AINDA CONCORRA A UMA CAMISA OFICIAL DO SEU TIME, com rank todo mes, players 24h Onlines, premiação todo mes, é muito facil se cadastrar, eu ja ganhei a minha CAMISA do VASCÂO, se quer ganhar a do seu time e so entrar e jogar, irao gostar agradesço! link para o cadastro: http://futmanager.com/futebol-online/c-r-v-g.html

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