Deus e a mística na terra do sol nascente



O Barcelona virou um fetiche universal. Há quem considere este time de Pep Guardiola, com seu jogo de toques e movimentação, a oitava maravilha do mundo, a melhor equipe de todos os tempos. E nada feito com banca, pois seu técnico parece econômico nas vaidades. Tudo feito com apuro técnico, ousadia e peças coordenadas com maestria. E, em meio à essa engrenagem, um gênio da pelota: Lionel Messi. Afinal, tem de haver sempre a cereja em um bolo magistral.

O rival de Madri, cujo ar de superioridade tem raizes deitadas no franquismo, não consegue domar a fera catalã e por ela vem sendo repetidamente devorado. No último sábado, vimos um capítulo a mais dessa Máquina de Triturar Egos. No caso, especialmente o ego de José Mourinho. O português pode ser ótimo técnico, mas suas sílabas motivacionais e estratégias não são quase nada diante da excelência do Barça.

Tudo isso dá a dimensão do desafio santista neste Mundial de Clubes, que começou hoje na vitória sobre os japoneses do Kashiwa Reysol (que pintura o gol do Neymar, mamma mia!!). Para ser tricampeão, o Santos terá que fazer valer o pensamento, ora atribuido ao cineasta francês Jean Cocteau, ora ao escritor americano Mark Twain: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. Mas o que não foi a história santista senão um teimoso exercício de tornar possível o que parecia não ser? A mística do clube comprova isso.

Um clube que, mesmo fora da capital, teve o maior de todos, Pelé. E agora tem Neymar, que esboça ser um discípulo do Rei. Um clube que agonizou nos anos 80 e 90, deixando o futuro duvidoso, e renasceu das cinzas nos últimos dez anos, com títulos em série. Um clube cuja história inverossímil nos faz crer na surpresa. Será uma batalha à Glauber Rocha: Deus e a mística na Terra do Sol Nascente!



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