A falta que fazem Damiões e Borges



Inter e Santos começaram o segundo turno com mãos firmes, escalando a tabela a plenos pulmões. Ainda não perderam nesta nova etapa. O pessoal do andar de cima já sente o bafejo dessas feras e sabe que elas têm em quem se ancorar: Leandro Damião e Borges. Os dois estão com a macaca, como diz a voz popular. Fazem gol de toda forma, encontram espaços onde eles parecem não existir e deixam os zagueiros rivais suando de raiva.

Corinthians e São Paulo lambem a taça, mas não conseguem abrir terreno. E esperam por Adriano e Luis Fabiano, que são seus Damiões, seus Borges… Como faz falta um goleador, o sujeito que futeboliza o cancioneiro do “bobeou, a gente pimba!” Ao saber que o Leandro lá dos pampas foi corintiano na infância houve quem resmungasse com São Jorge: Ah, se ele estivesse no Parque a taça estava no papo! Assim como entre tricolores há quem morda-se de saudades de Borges, que faz no Peixe o que poderia estar fazendo no Morumbi. Nostalgia de tempos felizes, que contavam com um camisa 9 a encerrar suas angústias coletivas.

Os flamenguistas sabem que seu bonde não teria freio caso Deivid incorporasse pitadas de Damião ou traços de Borges. Quantos não foram os passes de Ronaldinho que perderam a direção nos pés erráticos do atacante rubro-negro? Quem conhece a rota do gol acaba tendo o mapa das vitórias.

Ainda há Fred, Loco Abreu e outros tantos. Mas os donos da rede neste Brasileirão são mesmo Damião e Borges. A turma que participa de simulações onde cada um monta seu time já decorou: escalar ao menos um deles é correr para a galera. Um é jovem revelação, o outro já conhecemos de carnavais passados. Esses extremos só democratizam a arte de fazer gols, que é particular a uns privilegiados.



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