Gangorra, o símbolo do Brasileirão



Sugiro aos cabeças da CBF (mormente preocupados com o butim representado pela Seleção Brasileira) que adotem a gangorra como símbolo do Campeonato Brasileiro. Sim, a gangorra, ela mesma, tão singela e doce expressão da infância, com sua tora metálica extremada por dois banquinhos de plástico. Poderia até haver uma mascote, o Gangorrão, a flanar pelos estádios nos jogos da competição caindo ora para a direita, ora para a esquerda. Seria um emblema de uma disputa que recusa-se a cada rodada a respeitar prognósticos. Um perde e ganha danado a desafiar lógicas.

Um mês atrás, esse jogo de amanhã entre Flamengo e Corinthians era tratado como joia do Nilo, a grande final. A certeza disso era tamanha que a CBF deu um peteleco na partida, empurrando-a para uma dia depois do que previa o calendário por conta de jogadores convocados para amistoso do Brasil. Pois agora, às portas do duelo das massas, o que vemos? O Timão é um líder a patinar, que venceu apenas um dos seus últimos quatro jogos. E o Flamengo, pior, derrapou para o quinto lugar.

Gangorra que é também uma catapulta a enviar os críticos para a lua. Pois atire a primeira pedra o visionário que apostava no Botafogo! E não é o Alvinegro da Guanabara o líder por pontos perdidos? E o Vasco, que teve faca, queijo e força nas mãos perdeu para o lanterna América-MG o sonho das alturas.

Chegamos à 22ª rodada em xadrez tresloucado. Três times têm a chance de roubar o trono do Corinthians. Isso resume o estado de espírito da competição. E tem sido assim nos últimos anos. Ninguém nos convence de nada, times que parecem embalados enrolam-se contra quem não suspeitamos e o campeonato tem, ao menos, emoção. Um punhado de times nivelados em gangorra frenética.



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