Todo pum será castigado



Enquanto o técnico ministrava sua preleção ouviu-se um silvo, uma rajada, uma grito sufocado, um rangido. Não se sabe ao certo se após o som seguiu-se um mau cheiro ou foi daqueles inodoros. O fato é que notícias dão conta de que um inocente pum, utilizando a onomatopeia infantil, estremeceu o ambiente flamenguista. Não foi uma bomba atômica, dizem ter se tratado de um estalinho, mas fez estragos. E o perpetrador flatulento ficou silente, enquanto a turma toda ria, para desgosto do comandante Luxa. Parece um episódio escolar, mas aconteceu em um time profissional, no clube de maior torcida do país. Luxemburgo no papel do bedel carrancudo a ralhar contra meninos traquinas que se metem a sair dos trilhos.

Uma anedota que ganhou ares pútridos de seriedade. E agora há uma caça ao jogador que não controlou sua esfíncter e atrapalhou o sermão do professor. Tivesse assoado o nariz, espirrado ou mesmo pigarreado e seria fácil a identificação. O técnico, suponho, considerou o pum voluntário, não desses incontroláveis. Ou seja, trata o flato como agente conturbador, um espião infiltrado no grupo a fim de tumultuar e questionar o comando. Jamais viu-se um conteúdo gástrico ter papel tão ativo em um grupo de trabalho.

Por que Luxa não recorreu à modalidade disseminada entre as crianças de mostrar as palmas das mãos? O jogador cuja pele estivesse amarela seria réu confesso! Imaginem Felipe, Léo Moura, Deivid, Williams, Thiago Neves e companhia de braços estirados com as mãos abertas e o técnico inspecionando um por um, num simulacro de colégio interno. Ou então oferecer a ‘delação premiada’. Quem apontasse o criminoso gasoso ganharia salvo-conduto para ir a baladas e ver-se livre de concentrações (neste caso possivelmente teríamos recorde de adesão).

E aí o dedo duro diria:

– Professor, foi fulano que soltou o pum!

E o acusado, vermelho, responderia:

– Ah, vai dizer que você nunca soltou um peidinho em público?

Será que a presidente Patricia Amorim instalará uma Comissão de Inquérito para investigar o caso? Seria a operação “Pá, pum!” para desmascarar o infrator. Mas, no fundo, seria melhor o clube preocupar-se com coisas mais importantes!



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