O jogador que só existe em minha cabeça



Não, ele não samba mesmo conforme a música, é um Quincas Borba do jogo de bola. Acha que nossos bosques têm mais vida e nossa vida mais amores. Por isso, não deseja levantar o troféu de melhor do mundo pela Fifa. Sabe que para isso é preciso migrar para o Velho Continente, algo que considera muito global. Sua ambição vai além – embora os de mente colonizada achem que é algo aquém –, pois suas ganas são por brilhar entre sua gente. Ele respeita, mas não deseja vestir as gloriosas camisas de Barcelona ou Real Madrid. Sua meta é defender um dos nossos admiráveis clubes: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, São Paulo ou outro dos muitos gigantes nacionais.

Ele sabe que em Milão há belos ternos e gravatas. Um amigo contou-lhe sobre as ramblas de Barcelona e as torres de Gaudí, e pelos postais pôde contemplar antigos monumentos romanos e fontes abundantes de Florença. Mas ainda assim prefere os bronzes de Copacabana, os caranguejos de Boa Viagem e os bares da Paulicéia Desvairada. O sonho europeu não habita seu imaginário.

Sim, ele sabe o que está perdendo, mas também vê ganhos na permanência. Para ele, as aves que lá gorjeiam não gorjeiam como cá. Ele prefere as ovações de patrícios aos cânticos de estrangeiros. É nacionalista sem patriotadas. Quer sentir-se em casa, como quis um dia o poeta Vinícius.

Ele é um craque que existe somente na minha cabeça quixotesca. Um talento do porvir, que um dia se materializará. Ele então, após encher nossos olhos com sua habilidade e técnica, tomará os microfones e dirá: “Meu sonho é passar a carreira no Brasil, jogando pelo meu clube”. Nesse dia ele provará a máxima do uruguaio Eduardo Galeano : “A utopia serve para que eu não deixe de caminhar”.



  • O futebol brasileiro vive dias de euforia pela ocorrência de grandes jogos e a presença cada vez mais constante de craques em nossos gramados.

    Para alguns, sinal do início da arrancada do país rumo ao olimpo futebolístico mundial.

    E não entraremos hoje no mérito de discutir se os craques que por aqui se encontram só aqui se encontram por não terem mercado lá fora.

    Nem tentaremos descobrir se é, de fato, a melhoria econômica ou, na verdade, a escassez de craques nessa geração que levará a uma janela de transferências europeia pouco traumática.

    Apenas comemoraremos nossa pretensa evolução. Porém, sem nos esquecer de um “detalhe”: fora das quatro linhas, caminhamos a passos de formiga.

    Porque não adianta ver Ronaldinho Gaúcho desfilar sua arte em um campo esburacado.

    Não satisfaz assistir a Neymar, sentado em uma arquibancada quebrada.

    Não resolve levar o filho a um estádio para vibrar com os gols de Liédson e, no caminho, se deparar com brigas entre organizadas.

    Não apetece comprar um pacote de pay-per-view para presenciar um show de chutões para o alto por conta do campo encharcado.

    Alguém do Marketing proferisse um parecer, diria que o produto está quase pronto. Falta a embalagem.

    Que viria com a união dos clubes.

    Que, além de fazerem sua parte, exigiriam que os co-irmãos e a CBF também a fizessem.

    Que, dessa forma, fariam com que “poetas” como Marquinho e Thiago Neves, que reclamaram do gramado do Engenhão, para nossa alegria, se preocupassem apenas em jogar bola.

    Boa quarta!

  • Pedro

    Marcos existe e joga no Palmeiras..
    Rogério Ceni também existe e joga no São Paulo.. Em que ano você está mesmo?

  • Senerito Souza

    Caro Valdomiro,

    Sou sonhador e como tal, quero contribuir com o meu projeto, para que muitos Marcos e Rogérios Ceni, surjam através de todos os ensinamentos teóricos e práticos do futebol, sem jamais esquecer de impregnar na cabeça dos futuros atletas, a desejável ética do atleta homem e que tenahm amor a suas camisas de verdade, sem ficarem beijandos todos os escudos que enxergam pela frente.
    Atenciosamente.
    Senerito Souza.

  • quemé marcos ? jogou na onde rsrsrsrsrssr

  • Marcos Rodriguez

    Infelizmente é um jogador que só existe em sua cabeça. Hoje em dia o futebol deixou de ser um esporte e passou a ser negócios. Hoje vejo garotos de 17 anos sendo vendidos para times europeus como se fossem mercadorias, exportações do País. Espero que ainda possamos ver esse jogador que tem em sua mente. Um abraço!

  • Tiago

    Vamos pensar um pouco.

    A vida de jogador no Brasil. Tem apenas 1 mes de ferias, faz treinos em 2 periodos, joga quarta e domingo, onde os jogos são realizado mais pareçe pasto do que campo, juiz aqui acha que são os reis do mundo, o presidento do TJD so que aparecer na midia, o presidente da CBF so importa com dinheiro da seleção, jogador so é convocado pra seleção se jogar no exterior, fora os problemas de segurança e o absurdo de impostos.

    Vida de jogador na Europa. Tem 45 dias de ferias, faz treino 1 vez por dia, menos jogos na temporada, so joga onde a grama é um tapete, nao tem juiz estrela, presidente se preocupa com os campeonatos nao so no dinheiro, convoca jogador nao importa onde joga e nao tem problemas de segurança fora o ganho cultural.

    Prefiro jogar na Europa.

  • Parizi

    Valdomiro,

    Quando nossos craques receberem os salários de lá por aqui eles ficarão.
    O problema é que para isso precisaremos dos ingressos a 100 euros na arquibancada e a mesma deve estar lotada…vai demorar muito e depender da boa vontade de seguidos governantes.

    Abraço

  • Alexlyzardo

    O MArcos e o Rogerio ainda jogam. O Yarlei tambem está no pacote dos nacionais.. Estes são os “Ultimos Samurais” .
    “Onde a velha arte encontrou-se com a Nova” .

  • Junior Fortunato

    Putz ler um semi analfabeto (pq escreve o proprio nome errado), perguntar quem é Marcos …

    Ahhhhh VSF !!!!!

  • bruno

    torco para que esse dia venha o mais breve possivel… chega de liga dos campeões recheada de brasileiros!!!

    uma grande duvida que deixo aqui é, tire todos brasileiros jogando fora do brasil e ponha no campeonato brasileiro. qual campeonato mundial seria o mais forte???

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