Um campeão com DNA



Que festa imensa fez essa gente alvinegra! Do início ao fim, o Pacaembu assistiu à sua refundação em preto-e-branco, como se prestasse um tributo ao clube que fez do romantismo seu pilar mais forte nos já distantes anos 60. Pelé, na tribuna, deve ter se sentido regado de amores. Em campo, o tri desenhou-se com coração a mil. A ansiedade dos jogadores advinha da urgência faminta de 48 anos, pois desde 63 a América dava de costas. A saciedade teria que vir, pois assim o destino queria. Mesmo que fosse goela abaixo!

No primeiro tempo, o placar foi um prolongamento da Batalha de Montevidéu: um 0 a 0 tentando parir dolorosamente um gol. Elano por duas vezes encaixou a bola ao seu feitio e Sossa defendeu. Durval por duas vezes teve, de cabeça, as chaves do paraíso e as perdeu. Já Ganso contrariava pela segunda vez leis físicas e mentais. Volta de uma lesão como se por ela não houvesse passado. Acabou com o jogo como se fosse amistoso de inverno.

Neymar? Estava ali, preparando as honras e, invertendo a seta, entrou duro em González. Tomou amarelo e tirou o rival de campo. Para não dizer que não falei dos outros, o Peñarol esteve, com seu jogo duro, agarrado a fiapos de superação. Brios eternos uruguaios!

E eis que no primeiro minuto do segundo tempo, o DNA santista, que tanto o presidente do clube cita, botou as manguinhas de fora. Arouca, calcanhar de Ganso, Arouca, drible, Neymar, é gol! Pintura que deveria ir pra ateliê, excursionar e, por fim, ganhar placa no Pacaembu.

Daí em diante, amigos, o Santos foi o Santos da Libertadores que cansamos de ver em filmes noir. Agora também em cores! Danilo aumentou a vantagem após seguidos contra-ataques. Verdade que o Peñarol ainda fez um, mas foi para dar toques de dramaticidade. Porque ontem, o Santos renasceu para além das fronteiras. Falta só o Mundial, quiçá contra o Barça, para o globo render-se



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