Uma noite para os sonhos de Neymar



Não deve ter sido uma noite de sono tranquilo. Revirando-se para lá e para cá, desmanchando o moicano, Neymar deve ter passado por sonhos picotados, no dorme e acorda que a ansiedade provoca. Talvez tenha levantado para beber água, ligado e desligado seus milhares de aparelhos eletrônicos, zapeado os canais e contado minutos no relógio. Chega logo, vai!

Aos 19 anos, ainda com o rosto pipocando de espinhas, ele tem a América do Sul sob seus pés. Sabe que conquistar a Libertadores hoje é eternizar-se na história de um clube mítico. Até agora, só uma geração santista chegou a esse patamar, a geração de ninguém menos que Pelé. Tanto que nos idos dos anos 80, torcedores rivais chacoteavam santistas com os gritos de: “Pelé parou, o Santos acabou!”
Mas o Santos não acabou, bem sabe Neymar desde 2002, quando, impúbere, tinha os olhos rutilantes ao ver Robinho pedalar gostosamente. Ali já sonhava, como nesta noite, em ser protagonista desse ressurgimento.

O próprio Robinho, um ano depois, desperdiçou essa chance. Lembrando disso, Neymar então pode ter decidido não dormir mais, adiando o sono para depois da glória. Tomou um banho, passou quilos de gel nos cabelos e olhou da janela a Paulicéia Desvairada. Ou então, foi remexer na caixa de cartas de fãs, distraindo-se com as paixonites adolescentes.

No café da manhã é que tudo começa e o horizonte se abre. Entre sucos de laranja e pães com manteiga, a jornada de Neymar da Silva Santos Júnior se desenha. Destino: estádio Paulo Machado de Carvalho. Palco melhor não há. Lá se deu sua estreia pelo Santos e lá conquistou seu primeiro título profissional, o Paulista de 2010. Hoje à noite, os sonhos picotados devem virar realidade pulsante!
Desde 2002, quando via Robinho pedalar, Neymar sonhava viver esse momento.



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