Vamos ser tri, Santos!



O primeiro ato dessa final retrô, com sabor anos 60, foi a síntese de seus atores. De um lado, um time conduzido pelas molecagens de um fora-de-série que leva a campo a alma macunaímica. Do outro, um grupo de homens raçudos, que suam sangue sem parar e mais parecem ser 11 Obdúlios Varelas. No embate entre a técnica versus a bravura o placar ficou no zero.
Em um cenário que eu jamais havia visto com estes olhos que a terra promete, faminta, comerá! Pois antes de a bola rolar, a festa em ouro e negro dessa gente do Peñarol é qualquer coisa de Broadaway com tempero “hay que endurecer, pero…”
Contemos a história dessa batalha por meio do cancioneiro das arquibancadas. No primeiro tempo, empurrado pelo que os torcedores locais vinham chamando de “hit do momento”, onde a Libertadores é descrita como obsessão, o Peñarol foi babando para cima do Santos. O Peixe, como antídoto, tocava mais a bola, fazendo o que um torcedor ao meu lado definiu de “saber manejar la pelota”. Muy bien, até Pará costurava o jogo com lucidez. Quando os uruguaios chegavam, era após um chutão a esmo na busca de uma bicuda de Oliveira ou um lampejo do cobiçado argentino Martinuccio.
Em dois momentos, entrou o xuxês, com o velho Ilariê de guerra, e o Santos assumiu as rédeas como que dizendo: essa canção é da minha terra! Foi quando Zé Love teve ótima chance e desperdiçou. De repente, no meio do segundo tempo, começaram a cantar uma coisa de paixão acima de tudo e o time da casa espichou, auxiliado por pane na defesa santista. Três chances claríssimas de gol na sequência e o menino Rafael se sobressaindo. Nos minutos finais, o repertório variou, o Peñarol teve um gol anulado e nada mais. A música de encerramento? Torcida santista cantando: “Vamos ser tri, Santos!”



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