Adeus, palavra que faz chorar!



Adeus! Palavra que faz chorar! O verso da sacra tríade Ismael Silva, Noel Rosa e Francisco Alves é definitivo sobre esse gesto vadio que uma hora ou outra acaba por ser impor. Nos gramados, ele vem precoce, lá na faixa que precede a meia idade e uma estrada longa promete se avizinhar. É a tal vida curta de jogador de futebol. Quando Pelé ajoelhou-se no circulo central da Vila Belmiro, ou choroso pediu ajuda às criancinhas, no Maracanã, sentia a estranha dor da primeira morte, na bela parábola de Falcão. É para isso que ele tem braços longos, né, Vinicius? Para os adeuses!

Romário prolongou ao máximo sua carreira a fim de adiar a dor. Deixava sempre o adeus para mais tarde, até que um milésimo gol chegasse e o fôlego acabasse. Dieguito, com idas e vindas, dançou o tango “Adios, Nonino” em uma Bombonera aos prantos. Raí e Zidane, por sua vez, remaram contra a maré. Mantendo a elegância com que sapateavam pelo meio de campo, anteciparam o fim quando pareciam ainda ter muita lenha para queimar. Saíram quase de fininho, com pés de lã.

Agora, em menos de 72 horas, Petkovic e Ronaldo fecharam seus livros. O sérvio abrasileirado encerrou trajetória sinuosa no Flamengo. Os rubro-negros lhe são gratos por dois atos milagrosos: um gol de placa no limites do tempo e um título nacional em que expôs doses extras de seu talento. Ronaldo, homem que reinventou-se após ser dado como artigo do passado e, anos depois, conseguiu tornar-se o maior artilheiro de Mundiais, teve seus últimos instantes com a camisa da Seleção. O Pacaembu assistiu aos passos derradeiros de um fenômeno. Restam os VTs, fotos e, acima de tudo, as lembranças que cada um tem de gols e jogadas. Porque o adeus “não há quem possa suportar”.



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