Neymar é joia, diamante, pérola…



Vamos deixar de manha: Neymar já é craque feito! É de dia, é de noite, sob lua cheia, quarto crescente ou minguante, o menino faz miséria. Em dois anos, três títulos com gols em jogos decisivos e personalidade de marmanjo! O moleque, cria da Vila, dribla com a facilidade de quem cumpre atividades banais da rotina de qualquer um, como escovar os dentes, tomar banho e sentar-se frente à televisão para ver bobagens abertas. Ele assume a bronca como não o fazia nos seus primeiros meses de profissionalismo. Vocês viram o tapinha carinhoso na nuca do Chicão? No ano passado, era um lençol maroto, com jogo parado, e polêmica instalada. Agora foi o gesto da cordialidade, de quem já se sabe tão bom que não precisa exibir-se tolamente. As pernas são ágeis desde sempre, mas a cabeça passou a entender melhor o espírito dos campos.

É joia, pérola, diamante lapidado, jazida de ouro. Os adversários, antes, o achavam um fedelho, um insolente sem causa. Agora já devotam o respeito ao que é concreto, com o que “não tem medida, nem nunca terá”, conforme a forte música de Chico Buarque. Mano Menezes nem titubeia ao dizer que o atacante já tem seu espaço garantido na Seleção. Algo que era certeza para Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho em tempos de real madureza já acontece nos primeiros passos do rapaz. O discurso pode até ser inconcluso, mas as risadas já não são largadas, ao léu. Elas vêm quando a ocasião assim pede. É quando o jogador de raro talento vê  que a impressão não é só dele, mas é do mundo. Não precisa mais propagar sua qualidade, ela faz o serviço sozinha.

Havia a preocupação, justificada, de que a ausência de Ganso na decisão seria fatal. Assim como pensou-se o mesmo contra o Once Caldas, na última quarta. Pois o menino-prodígio mostrou que não há assim tantas lacunas quando esta em campo. Dá a bola para ele e a equação faz-se resolvida. Os colombianos, ao tentar marcá-lo, protagonizaram cenas de pastelão. A zaga do Corinthians, que já sofrera no segundo tempo do jogo do Pacaembu, padeceu mais uma vez no jogo da Vila. O pavor estava estampado em seus rostos. O menino precocemente já é um fastasma para quem o enfrenta. Ele, sozinho, faz diabruras que 11 são incapazes de fazer.



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