Os novos mártires da Libertadores



O cansaço, esse pilantra, não poupa mesmo ninguém. Todo mundo pôde ver e rever, pois a TV LANCE! espetacularmente flagrou. O menino Neymar, no arrebol da adolescência, com percentuais mínimos de gordura no corpo, pediu arrego. Ao chegar à cidade de Manizales, após longa viagem, foi à lona no desembarque. O penteado moicano intacto e o esqueleto em decomposição.
É mais uma vítima de um calendário mais apertado que ônibus no horário de pico. Assim levamos ao extremo a máxima de que Libertadores é batalha, exibição de brios e rinhas de galo. Em meio a estádios com clima hostil e cânticos pré-coloniais, adicionamos a exaustão física. Não bastassem a proteção de batedores da polícia para que um escanteio possa ser cobrado e gramados que mais parecem trincheiras, ainda incrementamos o martírio.
No ambiente do futebol em que impera o discurso dos machos de quatro costados, onde o sujeito tem que pegar os hormônios pela orelha e chacoalhar, fadiga é sinal de frescura. Como se o organismo fosse um capricho da natureza facilmente driblável por espasmos de vontade. Assim, para os valentões de plantão, lesões musculares e linguas para fora são coisa de maricas que deveriam fazer tricô em casa.
Com todo esse cardápio o Santos, tido e havido como melhor time do Brasil, chega às quartas de final da Libertadores no limite físico. Sabe-se lá como ainda vive! Estafados, os comandados de Muricy chegam a um mês de decisões intercaladas entre torneio estadual e continental. hoje à noite, na Colômbia, têm mais um dia para apenas sobreviver. Porque viver, como bem sabemos, já nem mais é preciso.


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