Quando a carne seduz mais que a bola



Dizem as más linguas – que no fundo salivam por tamanha gostosura – que as frondosas folhas de uma samambaia fizeram o atacante Dentinho perder o rumo. A queda de rendimento do jogador em campo seria inversamente proporcional a seu, digamos assim, upgrade na alcova. Embriagado de amores pela morena, o sorridente corintiano teria deixado a bola escapar de seu controle. Os suores no gramado seriam poupados para caudalosas e calorosas noites de amor com sua musa.

Como cantaria Lupicínio lá dos pampas, esses moços, pobres moços… A verdade crua é que quando Charles Miller trouxe-nos a sedução da bola, já existia desde sempre a sedução da carne e esta, invariavelmente, supera aquela. Diria mais:a primeira leva à segunda, pois é com a fama construída pela bola que a festa da carne fica muito mais acessível. Ou alguém tem dúvidas de que Ronaldinho Gaúcho, já consagrado pelos dribles, escolheu aportar no Rio de Janeiro por ser a Cidade Maravilhosa pródiga em noitadas pagodeiras com exuberância feminina para dar e vender?

QHeleno de Freitas, nos anos 40, talvez tenha sido um dos primeiros boleiros vitimados pela sedução da carne, tendo caido repetidamente nas arapucas dos rabos de saia. Gomalina nos cabelos, lindezas ao redor e problemas em campo . Mas há os que conseguem nutrir as duas seduções. O lendário Garrincha foi desses. Na calada da noite, encontrava nas coxas torneadas de Elza Soares um combustível para fazer de adversários meros Joões. E assim, mostrou que não existe pecado debaixo do Equador.



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