E o Nobel vai para o…. Paulistão!



O Paulistão arrastou correntes por três meses. Pare pra pensar, arguto leitor! Foram três meses de jogos desinteressantes. Foram 19 exaustivas e soporíferas rodadas, meio Brasileirão, portanto, para definir que 40% dos times estavam classificados para o mata-mata. E agora, em partidas solitárias, em condições quase iguais (exclui aqui o terreno de jogo), metade deles será ejetado após 90 minutos e, talvez, uma série alternadas de penalidades. Brilhante! Inovador! Digno de Nobel das Fórmulas de Disputa!

Nunca antes na história deste país os últimos tiveram tanta chance de ser os primeiros, heim, companheiro Lula? Ironias à parte, impossível não ajudar a fazer do Paulistão a Geni dos campeonatos. Pedras e cuspes em uma fórmula assim é o mínimo que se espera para que o bom senso não vá morar embaixo da ponte. Na verdade, essa criatura gestada pela Federação Paulista, com o devido referendo dos presidentes de clubes, merecia ser agraciada com o IgNobel, sátira que premia as invenções mais bizarras do mundo.

Fico aqui pensando nas reais intenções da cartolagem com tal engenho. Chego a cogitar que tenha sido um experimento científico para testar a reação de jogadores e técnicos dos times grandes em situações extremas. Sabedores de que a classificação era barbada, disputaram a primeira fase relaxados, tranquilões. De repente, após semanas de enfado, têm de se deparar com tensão absoluta: em um jogo, é tudo ou nada! Choque emocional total. Os resultados do teste com as cobaias podem dar ao Paulistão enfim um Nobel



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