A desonra da banana



E eis que o futebol faz mal à banana. Produto nobre de nossas safras, já fora, é verdade, símbolo do nosso vale tudo político. Éramos, e para alguns diplomatas estrangeiros ainda somos, a República das Bananas. Mas agora os campos incorporam-na como símbolo do abjeto racismo. Logo ela, benigna fruta recomendada em múltiplos esportes para evitar as cãimbras. Lembremos de Guga devorando uma ou outra nos intervalos do tênis.  Seja prata, nanica, maçã ou qualquer outra variedade, faz parte de pratos sofisticados de maîtres mundiais, doces caseiros da vovó (salivantes bolos de banana e as bananadas) e é comida a nu pelas famílias de todos os cantos do país. Afinal, já dizia a canção para os petizes: “banana, menina, tem vitamina, banana engorda e faz crescer”. E agora, nos estádios europeus, é instrumento de estúpida discriminação.

Nesses tempos de ONGs por todos os lados, bem que uma poderia defender tão rica iguaria. A associação levantaria a bandeira de que banana deve servir para o lado bom das coisas, como faziam as bananas de pijama no desenho animado. Até podemos de vez em quando escorregar em suas cascas e agirmos feito bananas, mas jamais aceitar o uso arbitrário da saborosa fruta por direitistas que vivem chupando limão. As autoridades do futebol conseguindo coibir o racismo nos estádios também estarão preservando a imagem dos bananais.



  • Infelizmente, há vários casos. Mas, por questão de espaço, vamos nos ater a apenas três. Embora, nessas situações, a quantidade de relatos não faça a mínima diferença. Seja um, dois, ou trinta, a vergonha é a mesma. Em 2008, o mundo do futebol foi apresentado ao Zenit, clube russo que, desenvolvendo um jogo dos mais agradáveis, conquistou a Copa da UEFA, atual Liga Europa, inclusive eliminando o poderoso Bayern de maneira acachapante nas semi-finais. No entanto, à época, nem tudo foram flores. Pois além de bons jogadores como Arshavin, hoje no Arsenal, o time de São Petersburgo também revelou a faceta racista de facções de sua torcida. Comportamento explicitado pela opção do holandês Dick Advocaat, o treinador na ocasião, de não investir na contratação de jogadores negros, por receio de represálias por parte das arquibancadas. Já há cerca de dois meses, a atuação de idiotas de pensamento discriminatório voou em direção à histórica Grécia, outro país a enfrentar sérios problemas com os frequentadores de seus estádios. Lá, cansado de ouvir asneiras nas partidas do Panathinaikos, o francês Djibril Cissé anunciou que deixará o clube ao final da temporada, atitude corretíssima diante da passividade das autoridades. E os constrangimentos não pararam por aí. Mais veloz que uma praga, o racismo, de novo mudou de paisagem, atacando agora os gramados espanhóis e ingleses. Mas o fato é que passou da hora de a FIFA, a UEFA e as agremiações se pronunciarem sobre o assunto. Aliás, não apenas se pronunciarem, mas agirem, criarem um rígido código que preveja punições, em primeira instância aos torcedores, mas também, em se permanecendo as manifestações, aos clubes. Pois, ao que parece, a única forma de se parar esses arruaceiros é prejudicando aquilo que eles juram amar. Jogos com portões fechados, perda de pontos, proibição da participação em competições européias e até mesmo rebaixamento na liga nacional seriam algumas das contra-medidas que poderiam obter resultados satisfatórios na luta contra um dos comportamentos mais deploráveis que um ser, que se diz humano, pode apresentar. Sim, claro, concordo que soluções ditatoriais não são nunca as ideais. Porém, discordo veementemente se você, ao ler esse texto, acha que fiz tempestade em copo d’água. O correto, então, seria o bom e velho meio-termo. Campanhas de conscientização, associadas ao firme trabalho das autoridades policiais na identificação e afastamento desses vândalos dos estádios. No entanto, parceiro, se não resolve apenas “say not to racism” ou não se consegue impedir que esses cretinos se reproduzam em progressão geométrica, como diz “O Coisa”, personagem do Quarteto Fantástico, “tá na hora do pau”. Doa a quem doer… um abraço!

  • FRANCISCO
  • OLA VOU COMENTAR AQUI O QUE ESTAO FASENDO COM A BANANA NO MUNDO INTEIRO DEVERIA E AGRADECER A DEUS POR EXISTIR A BANANA SEM ESTA DE RACISMO O NEGRO DEVERIA AGRADECER ISTO SIM SEM RACISMO SE NAO GOSTA TUDO BEM PORQUE EU COMO DE 3 A 4 BANANAS ATE PORQUE COM PROBLEMAS NA COLUNA EA UM BOM NEGOCIO QUANDO JOGAREM UMA BANANA ELE DEVERIA E AGRADECER A DEUS

  • TOLIMINADO TOLIMA

    O NEYMAR JA DEU DUAS BANANAS PARA OS ESCOCESES, ISSO JA BASTA, JA QUE A FIFA NUNCA VAI FAZER NADA MESMO.

  • Renato_Coringão

    Racismo, preconceito são coisas de ignorantes!!!!
    A cor de pele não que dizer nada, é apenas cor de pele, o que vale é o caráter da pessoa, e isso independe da cor.
    E caráter é o que falta a estes ignorantes racistas, que só sabem agir encobertos por gangues, ou seja, não basta serem ignorantes, também são covardes.
    O certo seria ter uma lei rígida contra este tipo de atitude, como prisão sem direito a fiança, mas pena que no mundo as coisas não funcionem assim…

  • TRI MUNDIAL DOOM

    OS MAIORES RACISTAS SEMPRE SÃO OS Q ESTÃO PERDENDO…ALGO ELES TEM Q TENTAR JÁ Q O TIME DELES EM CAMPO NÃO CONSEGUEM NADA…KKKKKKKKKKKKKKKKK
    MARCA OS Q ELES CHAMAM DE MACACO E DÃO BANANA Q EU QUERO VER…

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