A desonra da banana



E eis que o futebol faz mal à banana. Produto nobre de nossas safras, já fora, é verdade, símbolo do nosso vale tudo político. Éramos, e para alguns diplomatas estrangeiros ainda somos, a República das Bananas. Mas agora os campos incorporam-na como símbolo do abjeto racismo. Logo ela, benigna fruta recomendada em múltiplos esportes para evitar as cãimbras. Lembremos de Guga devorando uma ou outra nos intervalos do tênis.  Seja prata, nanica, maçã ou qualquer outra variedade, faz parte de pratos sofisticados de maîtres mundiais, doces caseiros da vovó (salivantes bolos de banana e as bananadas) e é comida a nu pelas famílias de todos os cantos do país. Afinal, já dizia a canção para os petizes: “banana, menina, tem vitamina, banana engorda e faz crescer”. E agora, nos estádios europeus, é instrumento de estúpida discriminação.

Nesses tempos de ONGs por todos os lados, bem que uma poderia defender tão rica iguaria. A associação levantaria a bandeira de que banana deve servir para o lado bom das coisas, como faziam as bananas de pijama no desenho animado. Até podemos de vez em quando escorregar em suas cascas e agirmos feito bananas, mas jamais aceitar o uso arbitrário da saborosa fruta por direitistas que vivem chupando limão. As autoridades do futebol conseguindo coibir o racismo nos estádios também estarão preservando a imagem dos bananais.



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