Diretoria do Santos cria seu próprio apartheid



Gasto cá um par de botões surrados para entender como se deu o raciocínio da diretoria do Santos, que jogou na lua o preço dos ingressos na Libertadores. O que querem esses cartolas? Apenas os bem-aquinhoados no estádio? O futebol, terreno popular, vai tornar-se um castelo de duques, condes e barões? Vamos assim, passo a passo, criando uma segregação social? Na arquibancada os que têm boa renda e no entorno os que viverão no Sowetto da bola? É o apartheid santista!

Resultado da lambança sovina: pouco mais de seis mil pagantes para ver a estreia de um time badalado em sua casa na Libertadores… Gatos pingados para assistir ao talentoso Neymar em uma competição internacional… Ah, mas vá, eles devem ter arrecadado o suficiente para os cofres do clube. E assim desenha-se o ciclo vicioso: para manter um time forte cobramos ingressos a preços elevados e impedimos a torcida de ver o tal time forte… Que bela lusitana essa que gira em Urbano Caldeira.

O esforço cerebral que tento empreender é para entender como pode a diretoria alvinegra achar que com ingressos a 100 reais lotaria um estádio que normalmente já fica às moscas. A média de público do Santos ano a ano na Vila é das piores entre os times da primeira divisão. Com essa tática de valores surreais os jogos do Santos terão cenário de cemitério.

O presidente Luis Álvaro Ribeiro, que surgiu com a pompa da diferença, mostra-se bastante comum.  Fez Ganso virar discórdia na Vila. permitiu que Neymar vencesse queda de braço com Dorival Junior, aliou-se à CBF e fez ingressos com preço de grife.  Uma tristeza sem tamanho.



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