Topa tudo por troféu na CBF



“Olha o troféu, troféu. Oooolha o troféu. Tem de ouro, prata e bronze. Tem com bolinhas, quadradinhos e losangos. Quem vai querer?” A CBF virou uma feira de pratarias. Ou então um “Topa tudo por troféu”, com Ricardo Teixeira travestido de um Silvio Santos com menos carisma. Que tristeza essa distribuição de títulos com motivação política. Eis o nosso futebol, inimigo da verdade, clonador dos conchavos que estamos cansados de ver no Congresso Nacional.

O Brasil não é lá muito pródigo em distribuir renda, mas nossos cartolas são ótimos distribuidores de afagos. Na bíblia deles, os salmos são as conviências e o apocalipse é a retidão. Ah, e o gênese? A ojeriza ao futebol e o amor incondicional ao dinheiro. Porque se gostassem só um bocadinho do esporte não o maltratariam tanto, não cuspiriam nos pratos onde comem a razão de ser de tudo isso: os torcedores.
O título de 87 do Flamengo é de legitimidade óbvia. A importância das Taças Brasil e Robertões dos anos 60 é evidente até para uma pulga dormente. O que dá ânsia de vômito é ver isso ser usado politicamente. E o pior são os discursos cínicos dos arroz-de-festa. Somos todos tão babacas assim? Argh!

Os beneficiados pelas decisões casuisticas devem bater menos palmas e abrir mais os olhos. A bipolaridade da CBF não garante que amanhã ou depois os troféus não sejam retirados de seus donos. Basta um interesse ferido e a justiça será desfeita. Essa gente tem nos meios uma justificativa para os fins desejados. Enquanto isso, os apaixonados por futebol que se danem!



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