As mentiras que os clubes contam!



Dizem os entendidos que a história como a conhecemos nada mais é que a versão dos vencedores. Faz todo sentido, afinal, por uma lógica pura, quem vence toma o poder e distribui as informações, documentadas ou não, que lhe convém. Exatamente o que têm feito, nos últimos anos, os vencedores do nosso futebol. Em um árduo esforço para torcer e retorcer os fatos, apegando-se a sofismas diversos, esses tais espremem laranjas e delas extraem sucos de framboesa.

Os vencedores querem fazer de seus títulos mais do que foram para, assim, poderem tripudiar de seus rivais. No mínimo, uma baixeza de espírito. Mais além, um oportunismo barato. Querem transformar torneios mata-mata minúsculos dos anos 60 em título brasileiro. E, ao que consta, terão a chancela da CBF, entidade muito mais preocupada com a Seleção Brasileira que com seus clubes, e disposta a acarinhar lobistas vários.

É mais ou menos como a frase do filme “O homem que matou o facínora”, de Jonh Ford: “No Oeste, quando o fato vira lenda nós publicamos a lenda”. Em linhas gerais, de repente a Taça Brasil e o Robertão viraram Brasileirão e lá vamos nós dar tintas reais ao descabido. Dane-se que nos idos dos anos 60 os campeonatos estaduais fossem mais importantes e não houvesse uma concepção efetiva de competição nacional.

O Santos, time para o qual torço com fervor desde menino, não precisa artificializar suas conquistas para ser enorme. Pelé não precisa ter sido campeão brasileiro para ser Pelé. E os fatos não precisam ser estapeados dessa forma.



MaisRecentes

O Grêmio não enfeitiça os anseios de Tite



Continue Lendo

Alemanha x Brasil: aprendizado por linhas tortas



Continue Lendo

Messi ameaça driblar o tempo



Continue Lendo